Isnaldo Bulhões fez uso do dispositivo ao lado de colegas, como o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi
Por Misto Brasília – DF
Desde 2009, a venda de cigarros eletrônicos, ou vapes, é proibida no Brasil, que faz parte de um grupo de 32 nações que vetam o comércio do produto.
Os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) está proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em julho do ano passado, a Anvisa aprovou o Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) sobre esses dispositivos.
Na Câmara dos Deputados, tramita o projeto de lei 5087/20, que proíbe em todo o território nacional a produção, a importação, publicidade e a comercialização de cigarros eletrônicos ou outros dispositivos eletrônicos, incluindo acessórios e refis.

O líder da bancada do MDB, Isnaldo Bulhões (MDB) parece que desconhece os malefícios e a própria lei que deveria respeitar. Apesar de proibido, como o cigarro de tabaco em qualquer recinto fechado, especialmente público, o parlamentar faz uso de vapes dentro do plenário da Câmara dos Deputados.
Isnaldo fumou hoje (07) à noite dentro do plenário da Câmara como se estivesse escondendo o vício. Estava ao lado de seus colegas. Entre eles, o deputado Baleia Rossi (SP), que vem a ser o presidente da executiva nacional do MDB, e do deputado José Priante (MDB-PA).
Bulhões soltava vapor e escondia o dispositivo entre as mãos nos fundos do plenário, onde a iluminação é precária.
Como são e quais os ingredientes do cigarro eletrônico
Os cigarros eletrônicos funcionam por meio de uma bateria que aquece um líquido interno, composto por água, aromatizante, nicotina, propilenoglicol e glicerina.
Têm formas variadas, e modelos mais modernos se parecem com pen-drives. Alguns são fechados: não é possível manipular o líquido interno. Outros podem ser recarregados com líquidos de várias substâncias e sabores, como uva e menta.
Segundo a normativa da Anvisa, estão proibidos quaisquer dispositivos eletrônicos que aleguem a substituição de cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo e similares no hábito de fumar ou que objetivem alternativa no tratamento do tabagismo. Ou seja: há mais de dez anos os cigarros eletrônicos são sim proibidos no Brasil.
Os riscos do cigarro eletrônico são enormes
O vapes oferecem riscos graves à saúde, podendo causar dependência e as mesmas doenças provocadas pelo cigarro tradicional, como câncer, enfisema pulmonar e bronquite.
De acordo com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, podem existir, além da nicotina (extraída da planta do tabaco e altamente viciante), drogas ilícitas e elementos tóxicos como níquel, estanho, chumbo, cromo e nitrosaminas (compostos cancerígenos), junto a aromatizantes que mascaram o gosto e o cheiro, gerando a falsa impressão de que é benigno.
O pneumologista Ricardo Coelho, chefe do Serviço de Pneumologia do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh (CH-UFC) alerta para outros riscos.
Destacou outros danos causados pelo cigarro eletrônico a curto prazo como rouquidão, gengivites, problemas oculares, inflamação pulmonar grave, além de problemas neuropsiquiátricos como depressão, ansiedade, perda de memória. Queimaduras e lesões no rosto por explosão da bateria também podem acontecer com o uso desse dispositivo.



















