Não será mais uma criptomoeda, mais o dinheiro digital que moldará o futuro econômico do país
Desde o lançamento em 2008 do Bitcoin, a criptomoeda mais conhecida do mundo, economistas no mundo inteiro apontaram para um fato inevitável: o futuro seria marcado pelo surgimento de novas de formas de dinheiro digital.
Para evitar os riscos de moedas que são emitidas por agentes do mercado financeiro e não pelos bancos centrais, como o próprio bitcoin, os países precisariam se adaptar para a nova realidade.
O setor bancário brasileiro está prestes a dar esse passo. O Brasil lançará neste ano o Real Digital, uma moeda virtual que ficará sob controle do Banco Central (BC) brasileiro.
Países como China, Suíça e Uruguai já estão aderindo à implementação, enquanto o Brasil estuda o seu modelo visando o lançamento em um futuro próximo.
Em entrevista ao podcast Jabuticaba Sem Caroço, da Sputnik Brasil, as jornalistas Bárbara Pereira e Francini Augusto conversaram com Marilyn Hahn, especialista em finanças e economia, e Bernardo Srur, diretor-presidente da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto).
As moedas digitais de bancos centrais (CBDC, na sigla em inglês) estão sendo desenvolvidas em cerca de 90 países, com a promessa de reinventar a política monetária internacional. Em razão da precocidade do fenômeno, as consequências do advento das moedas digitais ainda são objeto de estudo.
Como garantiu Marilyn Hahn, é possível assegurar de antemão algumas características sobre o dinheiro digital brasileiro que moldará o futuro econômico do país. Ela frisou, por exemplo, que o Real Digital não será como uma criptomoeda qualquer.
O Banco Central do Brasil já frisou reiteradas vezes que o Real Digital não será mais uma criptomoeda. As características da tecnologia ainda não estão definidas, e deverão ser melhor esclarecidas ainda no primeiro semestre, no lançamento do projeto piloto para testes com a privacidade e segurança da rede.
“É, na prática, uma extensão da nossa moeda em papel“, disse ela, explicando que “quando o BC emite papel moeda, existem várias formas de emissão, como o papel e o Pix, que é digital”.
Embora o conceito das CBDCs tenha vindo do mundo das criptomoedas, os projetos em andamento no mundo, no geral, utilizam uma tecnologia de proteção chamada Distributed Ledger Technology (DLT).
DLT e Blockchain têm em comum o conceito de um livro de registro de transações, um banco de dados. Toda blockchain é DLT, mas nem toda DLT é blockchain. Elas diferem, sobretudo, na questão do acesso aos dados em uma determinada rede. Para a tecnologia blockchain, o acesso é público.





















