Alegria nos blocos de rua no Carnaval do Distrito Federal

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Alegria no bloco Rebu no Carnaval de rua do Distrito Federal/Arquivo/Agência Brasília
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Nos quatro dias de carnaval, o governo espera que cerca de 1,5 milhão de pessoas vão às ruas

Por Heloísa Cristaldo – DF

Alegria, segurança e irreverência marcaram o clima do Bloco Rebu, neste sábado (18), na Praça das Fontes do Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília. A previsão dos organizadores é de reunir cerca de 15 mil pessoas no evento.

De acordo com as produtoras culturais e idealizadoras do bloco, Rafaella Ferrugem e Lolly Alves, a premissa do bloco é promover um espaço divertido e acolhedor para mulheres e para toda a comunidade LGBTQIAP+.

Leia – Programação dos blocos carnavalescos no DF



“Somos três lésbicas que sentíamos falta de entretenimento no Carnaval do Distrito Federal e decidimos criar, em 2019, um espaço que pudesse acolher com segurança esse grupo de mulheres lésbicas, bissexuais, pessoas não-binárias e transexuais com toda segurança possível”, disse Rafaella Ferrugem. “Nosso objetivo também é inspirar que outros eventos para esse público possam acontecer com mais frequência”, acrescentou.

Nos quatro dias de carnaval, o Governo do Distrito Federal (GDF) espera que cerca de 1,5 milhão de pessoas vão às ruas para aproveitar a folia brasiliense em mais de 100 blocos. Neste ano, o efetivo policial foi reforçado para garantir a segurança dos foliões na capital.

Para a personal trainer Lílian Almeida, 46 anos, o bloco foi a melhor alternativa para celebrar 20 anos de amizade sem se preocupar com o risco de sofrer assédio sexual em outros eventos.



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Folião procura diversão e segurança no Carnaval do Distrito Federal/Lázaro Mendes /Secec

“Escolhemos esse bloco porque acredito que em um espaço com maior diversidade, a segurança é melhor e não vai ter confusão. Acho que os eventos de carnaval melhoraram muito em Brasília, temos mais segurança para nos divertir sem assaltos ou assédios”, disse.

A funcionária pública Janaína Maia, de 41 anos, reiterou que a escolha do grupo se baseou na segurança do bloco.

“Essa é a minha primeira vez no Carnaval do DF e optamos por esse bloco para nos divertirmos sem assédio sexual, importunações ou abordagens agressivas. A segurança fez diferença e aqui estamos vendo um ambiente acolhedor, com muitas crianças e um policiamento maior”, afirmou.



Leia – horários do metrô no período carnavalesco

O analista de sistemas Rubens Oliveira, de 42 anos, destacou que o carnaval deste ano marca o retorno dos eventos com mais público em Brasília após o período de distanciamento social provocado pela pandemia de Covid-19.

“Tenho saído mais de casa, já que estou com a vacina [contra a Covid-19] em dia e eu me sinto seguro para participar desses eventos. Vejo que as coisas estão realmente voltando ao normal”, desabafou.

A artesã Elvira Lira, de 41 anos, tem a mesma sensação de Rubens. Para ela, este Carnaval marca o retorno à folia de rua na capital.

“Acho que todos nós estávamos precisando deste momento. É bom para mostrarmos que Brasília tem Carnaval novamente, com alegria e segurança depois do período de pandemia que vivemos até pouco tempo”, disse.



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