A minirreforma ministerial no mês do cachorro louco

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Palácio do Planaldo, sede do governo federal, iluminado com a cor azul/Arquivo/Divulgação
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Além do Ministério do Turismo, o Palácio do Planalto estaria planejando outras trocas para ampliar a base no Congresso

Por Gilmar Corrêa – DF

A troca do comando do Ministério do Turismo, nos próximos dias, deve apontar também para uma minirreforma ministerial em agosto. Antes do fim do recesso parlamentar, há uma intensa conversa sobre substituições de ministros em pelo menos três pastas, além do Turismo.

A deputada Daniela Carneiro (União-RJ) volta para a Câmara na condição de vice-líder do governo. Reza nos corredores, que sua saída do partido foi negociada, mas não é nada de oficial. Ainda como ministra, deverá estar presente na próxima terça-feira (18), no 3º encontro do Fórum de Segurança Turística.

O deputado Celso Sabino (União-PA) conversou com o presidente Lula da Silva (PT) e definiu sua entrada na pasta. Já encomendou o terno novo para a posse que ainda não tem data.

A troca de ministros é o segunda em seis meses. O general da reserva Gonçalves Dias, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), foi o primeiro. Por livre e espontânea pressão entregou a carta de demissão, depois que apareceu nas imagens do dia 8 de janeiro dentro do Palácio do Planalto.

O caso está sendo investigado pela CPMI do Congresso. Na dia da divulgação pela CNN Brasil, as imagens se transformaram num constrangimento político. Mas hoje parece que pouco importa. O caso, como se diz no popular, esfriou.

No Ministério de Desenvolvimento Social, o senador licenciado Wellington Dias (PT), pode deixar o cargo. São fortes as conversas sobre a sua substituição pelo deputado André Fufuca (PP-MA), que é da cota política do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Pelo que se cogita, Wellington poderia ir para  Ministério da Indústria e Comércio, hoje chefiado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Assim, o vice teria mais tempo para governar o país, pois a agenda de viagens do titular é bastante concorrida.

Além disso, seria um arranjo politico adequado, pois o PT não pretende perder o comando de nenhum ministério.

A ministra do Esporte, Ana Moser, também pode ser trocada nessa minirreforma. Para o seu lugar, iria um político, o deputado Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE). Filho do ex-deputado Sílvio Costa, que é amigo de Lula da Silva, o deputado atenderia também os interesses do Republicanos, que tem mostrado fidelidade ao governo nas votações no Congresso.

A engenharia está sendo calculada no Palácio do Planalto para que, a partir de agosto, a base do governo tenha maior solidez. Há também, questões a serem equacionada com o Senado Federal, que votará a reforma tributária.

A recriação da Funasa, a ser subordinada ao Ministério da Saúde, é outra moeda de troca por apoio político. Até mesmo o cargo da ministra Nísia Verônica Trindade Lima, pode entrar nesse xadrez. A sua substituição pelo pessoal do centrão é mencionada desde abril.

É questão de ver como será agosto, o mês mais longo do ano e, também, conhecido como o “mês do cachorro louco”.

Aqui cabe uma explicação. Segundo o site da PetLove, essa lenda urbana surgiu por causa da alta incidência de raiva canina. A razão está ligada às condições climáticas do mês que, supostamente, fazem com que as cadelas entrem no cio ao mesmo tempo.

Logo, os cães ficam “loucos” e brigam entre si para conquistar a atenção das fêmeas, consequentemente espalham o vírus.

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