Pessoas próximas do ex-presidente estão sendo investigadas, como um general da reserva, um tenente-coronel do Exército e um advogado
Por Misto Brasília – DF
A Operação Lucas 12:2, deflagrada nesta sexta-feira (11) pela Polícia Federal, leva para perto do ex-presidente Jair Bolsonaro um esquema criminoso de vendas de joias e presentes recebidos por ele em viagens oficiais.
A operação de hoje tem como alvo vários auxiliares do ex-presidente, entre eles Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, o pai dele, o general Mauro Cesar Lourena Cid, e o advogado Frederick Wassef, anotou a Veja.
O esquema de venda de itens de luxo recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, desvendado pela Polícia Federal ficou documentado em e-mails das contas de servidores que trabalharam na ajudância de ordens, anotou o SBT News
Em 2 de junho do ano passado, o segundo-tenente do Exército, Cleiton Henrique Holzschuk, recebeu relatório com todos os relógios de luxo que Bolsonaro havia recebido nos últimos meses em viagens e missões oficiais pela Presidência da República. Cerca de 15 dias depois, o pai Mauro Cesar Lourena Cid inicia a operação para a venda dos itens de luxo.
Na lista enviada para o tenente, estão 37 relógios de pulso, de mesa e de parede. O relatório cita as marcas; entre as fabricantes estão algumas marcas internacionais como Rolex e Technos. Os valores dos produtos variam entre R$ 20 mil e R$ 60 mil.
Segundo a investigação da Polícia Federal, de acordo com a mídia, logo depois de o tenente-coronel Mauro Cid receber o relatório, o pai dele, o general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid ficou responsável por negociar a venda dos itens para repassar o dinheiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mensagens obtidas pelos investigadores mostram que o general vendeu relógios por R$ 68 mil. A Polícia Federal sustenta que o esquema envolvia não só a venda de relógios, mas outros itens de luxo recebidos por Bolsonaro como presentes oficiais para a presidência da República.
O tenente que pediu o relatório sobre os relógios participou também da operação no fim do ano passado para tentar resgatar os diamantes apreendidos no Aeroporto de Guarulhos que foram dados pelo governo Saudita para o governo brasileiro.
Resolução do Tribunal de Contas da União diz que apenas itens com valores de até R$ 100 podem ser incorporados ao acervo particular de ex-presidentes da República.

























