Tenente-coronel Mauro Cid confessou também a participação nos episódios das fraudes de cartões de vacinação
Por Misto Brasília – DF
O tenente-coronel Mauro Cid confessou a participação nos episódios das fraudes de cartões de vacinação e do esquema de venda de joias milionárias recebidas por ex-presidente Jair Bolsonaro como presente enquanto estava à frente da Presidência da República.
As informações foram publicadas pela revista Veja na noite desta quinta-feira (14). O ex-ajudante de ordens foi preventivamente por quatro meses e solto após a homologação de sua delação premiada, no último sábado (09)
No caso da adulteração dos documentos, ele alegou que fez isso para proteger a família de hostilidades pelo fato de sua mulher e sua filha não terem tomado vacinas contra a Covid-19.
A versão contraria a linha de investigação da Polícia Federal (PF), na qual se trabalha com a hipótese da falsificação ter sido feita para que seus familiares e Bolsonaro entrassem nos Estados Unidos, no final do ano passado. Bolsonaro viajou para os EUA em 30 de dezembro para não passar a faixa presidencial ao atual presidente, Lula da Silva (PT).
Até então, não se sabia que, nas malas, Bolsonaro levou dois kits de joias, presentes de países árabes ao ex-chefe do Executivo, que deveriam ser incorporadas ao acervo do Estado brasileiro. Esses kits incluem dois relógios: um da marca Rolex e outro da Patek Philippe.
Segundo Mauro Cid, “o presidente estava preocupado com a vida financeira. Ele já havia sido condenado a pagar várias multas. A venda pode ter sido imoral? Pode. Mas a gente achava que não era ilegal”.
