Major que serviu água aos golpistas, disse que agiu para preservar vidas

CPI dos Atos Antidemocráticos major do Exército José Eduardo Natale de Paula Pereira Misto Brasília
Major do Exército José Eduardo Natale de Paula Pereira na CPI dos Atos Antidemocráticos/Eurico Eduardo/CLDF
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O militar do Exército disse que subiu no terceiro andar sem arma e que teve uma atuação para serenar os ânimos dos invadores

Por Misto Brasília – DF

O major do Exército José Eduardo Natale de Paula Pereira prestou hoje (09) depoimento na CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa. Ele era o coordenador de segurança do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) quando aconteceu a invasão no Palácio do Planalto, no Supremo Tribunal Federal e no Congresso Nacional.

Ele ficou conhecido por aparecer num vídeo no terceiro andar do Planalto, quando serviu água a alguns radicais golpistas. Ele disse que tirou o paletó e a arma e seguiu para o local e percebeu que os manifestantes estavam bastante exaltados.

Eles perguntaram, segundo ele, onde ficava o gabinete do presidente da República e teria dito que ficava no segundo andar. Perguntaram também o que tinha na sala próximo deles, quando o militar serviu água após um pedido dos radicais.

“Eles estavam bastante hostis, se eu negasse a água, a situação poderia se inflamar, ele [um dos manifestantes] estava a uma porta do gabinete presidencial. O esforço foi para diminuir os ânimos e dispersar o local”. Ele disse que foi no terceiro andar sem armas para “preservar vidas”.

Sobre não ter dado voz de prisão aos manifestantes, o major disse que estava sozinho no primeiro momento e que a estratégia de negociação teria sido a forma mais eficaz de dispersar os manifestantes e preservar o patrimônio público.

“Eu estava sozinho, caso desse voz de prisão a algum manifestante mais alterado, teria que retirá-lo e o único agente do GSI presente, que era eu, iria abandonar a posição”, declarou.

De acordo com o seu depoimento registrado pelo Agência CLDF, o major Natale relatou que não recebeu de seus superiores no GSI informações informações sobre a invasão do prédio do Palácio do Planalto. Ele não respondeu aos distritais sobre possível inoperância do comando do gabinete. Afirmou que sua atuação era estritamente operacional e que não participava das reuniões do alto comando.

“Não havia uma operação de segurança montada, era um domingo como outro qualquer. Pelas informações que nós tínhamos, até pelo que o general Penteado já disse a essa CPI, a manifestação ficaria concentrada na praça dos cristais e seria de pequeno vulto”.

 

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