Tribunal da ONU ordenou Israel que “garanta assistência humanitária urgente”

Israel soldada combate Hamas Misto Brasil
O exército israelense tem soldadas combatentes que estão na guerra contra o Hamas/Arquivo/FDF
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A decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) exige que Israel abra mais passagens terrestres para a chegada de ajuda a Gaza

Por Misto Brasil – DF

O principal tribunal da ONU ordenou na quinta-feira (28) que Israel “garanta assistência humanitária urgente” em Gaza, e disse que “a fome extrema se instalou” no território palestino.

A decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) exige que Israel abra mais passagens terrestres para a chegada de ajuda a Gaza por meio de caminhões que levam comida, água, combustível e outros itens de primeira necessidade para a população do território.

A medida foi tomada no âmbito do processo movido pela África do Sul na CIJ que acusa Israel de atos de genocídio em sua campanha militar lançada após os ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro.

Israel nega que esteja cometendo genocídio e acusa a África do Sul de tentar “minar o direito inerente e a obrigação de Israel de defender seus cidadãos”.

A decisão da CIJ também determina que Israel garanta imediatamente que seus militares não tomem medidas que possam prejudicar os direitos dos palestinos de acordo com a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio, inclusive impedindo a entrega de assistência humanitária. A ordem da CIJ é legalmente vinculante, mas a corte tem poucos meios para garantir a sua execução.

Israel declarou guerra ao Hamas em resposta ao ataque terrorista do grupo no qual 1.200 pessoas foram mortas e outras 250 foram feitas reféns. A campanha de ataques aéreos e terrestres de Israel já deixou mais de 32 mil palestinos mortos, de acordo com as autoridades de saúde locais.

O Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, não faz distinção entre civis e combatentes, mas afirma que cerca de dois terços dos mortos são mulheres, crianças e adolescentes. Por sua vez, Israel diz que mais de um terço dos mortos seriam militantes do Hamas, e culpa o grupo pelas mortes de civis, por operar em áreas residenciais.

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