Em dois dias, foram apreendidos pelas polícias quase R$ 15 milhões, sendo a maior parte no Rio de Janeiro
Por Misto Brasil – DF
A Polícia Federal e as polícias militares fizeram uma série de flagrantes de crimes eleitorais desde quinta-feira (03) que resultaram nas prisões de dezenas de pessoas e apreensões de quase R$ 4 milhões em apenas dois dias.
A Polícia Federal prendeu três homens, dois deles servidores públicos, enquanto saíam de uma agência bancária no município de Castanhal (PA), após sacarem R$ 4.980.000. A abordagem ocorreu no início da tarde desta sexta-feira (04).
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A investigação preliminar indica que o dinheiro seria utilizado para a compra de votos em favor de um candidato a cargo nas eleições no Pará. Os envolvidos foram autuados em flagrante também pelo crime de associação criminosa. Um veículo foi apreendido durante a operação.
Na ocasião, também foram apreendidos aparelhos celulares.
No Estado do Rio de Janeiro, a PF contabilizou até a manhã desta sexta-feira (4), R$ 3.929.040, em espécie, apreendidos em ações de combate à prática de corrupção eleitoral.
Na quinta-feira, a PF apreendeu R$ 1.859.040 em espécie que estavam em dois carros estacionados na garagem de um centro empresarial localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.
Os policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão na sede de duas empresas em atuação no Rio de Janeiro, sendo que o dono de uma delas é suspeito de praticar corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro.
Durante as buscas, os policiais encontraram o dinheiro distribuído em caixas de papelão no interior de dois veículos de uso exclusivo do investigado. Os carros estavam estacionados no subsolo do centro empresarial.
A PF não informou o nome do empresário investigado, tampouco das empresas onde foram cumpridos os mandados de buscas e do candidato que seria beneficiado com a corrupção eleitoral.
Até quarta-feira (2), a PF havia apreendido mais de R$ 16,7 milhões em bens, sendo R$ 11 milhões em espécie, ligados a irregularidades durante a propaganda eleitoral de 2024. A corporação mantém abertos cerca de 2.200 inquéritos de crimes eleitorais e contra o Estado Democrático de Direito referentes ao pleito deste ano.
Os números devem crescer consideravelmente, pois é comum o aumento de infrações nos últimos três dias de campanha eleitoral, com ocorrências frequentes de flagrantes de tentativa de compra de votos, a exemplo das registradas quinta e nesta sexta-feira.
Policiais militares prenderam em flagrante, na quinta-feira, o prefeito de Nova Mamoré (RO), Marcélio Brasileiro (PL), com R$ 30 mil em espécie não declarados à Justiça Eleitoral.
O prefeito foi abordado por uma equipe da PM, durante blitz rotineira em Nova Mamoré, quando ele transitava em seu carro com o dinheiro.
Ainda no norte do Brasil, também na quinta-feira, mas em Roraima, a PF prendeu cinco prisões em flagrante, além de dinheiro, materiais de campanha, eletrônicos e documentos, em quatro outras ações distintas.
Ainda na quinta-feira, a PF prendeu em flagrante quatro pessoas envolvidas em compra de votos e associação criminosa em Teresina (PI). Cada eleitor recebia de R$ 100 a R$ 200. Havia mais de 300 em uma fila à espera do pagamento.
Os eleitores eram motoristas de aplicativo. O pagamento era relativo a “adesivaço” realizado anteriormente. Foram apreendidos cerca de R$ 150 mil.
Em Aracaju, também na quinta-feira, policiais militares prenderam em flagrante mais de 50 pessoas sob suspeita de compra de voto. Elas estavam no Bairro Santos Dumont, na Zona Norte da capital de Sergipe.
A PM sergipana recebeu uma denúncia que ocorria uma motociata, em que os condutores dos veículos passavam pelas ruas oferecendo dinheiro em troca do voto para uma candidata à Prefeitura de Aracaju.




















