Apagão & política

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Uma série de blecautes de energgia tem acontecido em São Paulo/Arquivo/Paulo Pinto/Agência Brasil
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O “jogo de empurra” político teve início de imediato após a tempestade que deixou milhões de pessoas sem energia elétrica

Por André César – SP

Está mais que evidente para todos aqueles que acompanham o atual processo eleitoral que a disputa paulistana ganhou um novo elemento-chave – o apagão da última sexta-feira, 11 de outubro.

O segundo turno, que parecia um “passeio” para o prefeito Ricardo Nunes (MDB), favorito à reeleição, agora tem novos contornos. Seu adversário, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), ganhou uma sobrevida para muitos inesperada. Coisas da política.

Aos fatos. Uma tempestade relativamente curta, de cerca de trinta minutos, com ventos pouco acima de 100 quilômetros por hora, gerou o caos na já caótica São Paulo.

Milhões de pessoas sem energia em suas casas, centenas de semáforos fora do ar – piorando o já difícil trânsito paulistano -, e também centenas de árvores derrubadas. Um cenário de horror, que nem vale relembrar.

O “jogo de empurra” político teve início de imediato. O Planalto, que apoia Boulos, colocou na linha de frente o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, no ataque mais pesado aos governos estadual e municipal. Silveira, lembremos, é o “homem forte” do presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), no governo Lula (PT).

O prefeito Nunes, do seu lado, conta com o apoio explícito do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que pleiteia de maneira clara voos mais altos – e tem se mantido até o momento discreto no evento.

Todos contra todos. Enel, a empresa italiana responsável pela distribuição de energia que enfrenta dificuldades frequentes para fazer seus serviços.

A Aneel, agência reguladora do setor que não tem respondido de maneira efetiva aos interesses da sociedade. Governos federal, estadual e municipal em clima de guerra. Tudo para não dar certo.

Para relembrar, a crise do apagão do início da década de 2000, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), teve grande peso na eleição, para o primeiro mandato, de Lula. O que pesa no dia a dia da população sempre transcende as questões ideológicas. O bolso e o bem estar da população sempre falam mais alto.

Para finalizar, um pouco de civilidade. Apesar dos duros embates ao longo do programa, o abraço de Boulos em Nunes no debate da segunda-feira, 14 de outubro, mostra que ainda há vida na política.

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