Neste domingo os eleitores também escolhem o novo presidente em meio a tensões com o governo da Rússia
Por Misto Brasil – DF
Os eleitores da Moldávia vão às urnas neste domingo (20) para escolher não apenas seu próximo presidente, mas também para responder a um referendo sobre uma possível adesão do país à União Europeia (UE).
A escolha dos cidadãos da Moldávia pode colocar o país – ex-república soviética situada entre a Romênia, membro da UE, e a Ucrânia, devastada pela guerra – em rota de colisão com a Rússia, que se opõe categoricamente ao ingresso no bloco europeu.
Se a adesão for aprovada pelo referendo, a Constituição do país passa a incluir a aspiração como uma prioridade.
As pesquisas preveem uma vitória do “sim” com 55%, mas a incógnita será o comparecimento, que tem que ser de pelo menos 33%.
Os partidos pró-russos pediram um boicote, para tornar a votação inválida.
“Este é um momento crucial. Ou continuaremos sendo um país fraco e isolado ou a Moldávia será forte, segura e terá muitos aliados”, disse a presidente da Moldávia, Maia Sandu, em pronunciamento pela televisão.
Em 2020, Sandu se tornou a primeira mulher a liderar o país. Ela busca tanto o apoio à adesão europeia quanto a reeleição no domingo, e seu governo acusa a Rússia de interferir no processo eleitoral.
Para o Kremlin, a linha vermelha para os países que foram repúblicas soviéticas sempre foi a adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
A integração europeia também não é bem-vinda. Isso porque os Estados-membros da UE têm apoiado abertamente a Ucrânia com dinheiro e armas na, guerra com a Rússia.



















