Governo apresenta a PEC da Segurança Pública. Veja como pensam os governadores

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Ministro Lewandowski fala na reunião com governadores sobre segurança/Valter Campanato
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Os governadores saíram com ideias diferentes da reunião, mas é um ponto de partida para um problema que é nacional

Por Misto Brasil – DF

O presidente Lula da Silva esteve em reunião com governadores nesta quinta-feira (31) no Palácio do Planalto, em Brasília, para apresentar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública.

Entrevistamos os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

Veja os vídeos com os três governadores logo abaixo.

Mesmo entre os governadores de partidos considerados da oposição, há um entendimento divergente, mas todos criticaram a ideia do governo federal de concentrar toda a política de segurança pública. Para Caiado, por exemplo, há uma flagrante intervenção nos estados.

Tarcísio de Freitas, considerou a reunião positiva, mas ele ele também tem ideias sobre como enfrentar o crime organizado. Assim pensa também Cláudio Castro.

De acordo com o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o texto da Constituição Federal de 1988 “precisa ser aprimorado” para “dar um cunho federativo” ao combate ao crime organizado.

A proposta é alterar a redação dos artigos 21, 22, 23 e 24 – que tratam das competências da União, privativas ou em comum com os estados, municípios e Distrito Federal – e o artigo 144 “que estabelece em detalhes quais são os órgãos que integram o sistema de segurança pública brasileira”, descreveu o ministro.

Se aprovado no Congresso Nacional, o governo federal deverá atuar em conjunto com estados e municípios.

Um conselho nacional formado pelos três entes federativos deverá estabelecer normas gerais para as forças de segurança. Poderá, por exemplo, definir normas administrativas para o sistema penitenciário e regulamentar o uso de câmeras corporais.

O governo federal garante que a PEC não retira competências e nem fere autonomia dos demais entes federativos.

A proposta do governo tem como tripé aumentar as atribuições da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado por lei ordinária em 2018 (Lei 13.675)

E também levar para a Constituição Federal as normas do Fundo Nacional de Segurança Pública e Política Penitenciária, unificando os atuais Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário.

De acordo com o texto da PEC apresentado aos governadores, a PRF passa a se chamar Polícia Ostensiva Federal, destinada ao patrulhamento de rodovias, ferrovias e hidrovias federais.

Autorizada, a nova policia também poderá proteger bens, serviços e instalações federais; e ”prestar auxílio, emergencial e temporário, às forças de segurança estaduais ou distritais, quando requerido por seus governadores.”

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