As duas redes sociais da Meta terão um “notas comunitárias” que substituem a checagem de fatos que até agora era usado e facilita as fake news
Por Misto Brasil – DF
Nesta terça-feira (07), CEO da Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), Mark Zuckerberg, anunciou o encerramento da checagem de fatos nos Estados Unidos. O executivo comunicou ainda que o programa será substituído pelo sistema de checagem por “notas comunitárias”, o mesmo utilizado pelo X.
Para professor e coordenador do curso de Direito da ESPM, Marcelo Crespo, esta substituição tem implicações políticas e legais de longo alcance, inclusive no Brasil.
No sistema anterior, a checagem dos fatos era realizada por terceiros independentes e tinha um foco técnico e não diferente.
“Ao passar a contar com um sistema de “notas da comunidade” para avaliar o conteúdo, pode-se abrir um largo caminho para a manipulação organizada por grupos com pontos de vista enviesados”.
“Em uma sociedade fortemente dividida, como o Brasil, a subjetividade dos participantes resultará em uma opinião muito mais favorável ao conteúdo dividido e desinformativo e muito menos à discussão.”
O professor de marketing digital da ESPM, Bruno Peres,, disse que a decisão propõe uma abordagem diferente à moderação de conteúdo com uma ideia de promover maior liberdade de expressão, mas sem a confirmação de ser um sistema eficaz.
“Não existem testes, estudos ou maiores explicações detalhadas que comprovem o fato, então isso levanta uma série de preocupações sobre a eficácia desse novo formato de combater a desinformação”.
A decisão da Meta pode impactar a confiança dos usuários, de acordo com Rafael Terra, professor de marketing digital da ESPM.
O professor reforça que a mudança pode intensificar a polarização nas redes, tornando ainda mais crucial que empresas e indivíduos atuem com ética para manter a confiança do público.
“Embora a mudança promova maior participação, pode gerar preocupações sobre a credibilidade e o controle de desinformação. É um modelo que requer maturidade digital dos usuários para evitar manipulações e vieses”.





















