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Lula da Silva e a “dificuldade” de encontrar consenso

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Sessão do Congresso Nacional no plenário da Câmara dos Deputados/Arquivo/Jefferson Rudy/Agência Senado

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Uma fonte do centrão chamou a atenção para a situação da população mais carente que não está sendo contemplada

Por Misto Brasil – DF

Não é novidade que o terceiro mandato do presidente Lula da Silva (PT) vem sendo criticado por lideranças da direita. Mas a falta de diálogo e a demora na reforma ministerial estão agitando Brasília, o que reverbera no Brasil inteiro.

Na semana passada, o Congresso Nacional voltou aos trabalhos já com novas lideranças.

Auxiliares dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disseram à Sputnik Brasil que as pautas estão sendo postas à mesa — entre elas algumas prioritárias, a exemplo da PEC da segurança —, mas há “dificuldade” de encontrar consenso com o governo e lideranças.

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Sobre a possibilidade de diminuição do tempo da inelegibilidade imposto pela Lei da Ficha Limpa, as fontes afirmaram que ainda não há um consenso, mas que o presidente do Senado tem divergências no que diz respeito à constitucionalidade, uma vez que “vai beneficiar apenas um grupo específico e em época antecedente da eleição”.

“Existe uma insatisfação sem tamanho” com a gerência do líder-mor do PT, segundo um auxiliar do PL. Na base, o sentimento não é tão diferente:

“Há mudanças que precisam ser feitas [referindo-se à reforma ministerial]. Confesso que o diálogo com a oposição não vem sendo tão fácil assim”.

“Mas há saída”, disse uma liderança petista.Acerca do assunto, um deputado da ala petista disse em off que falta “bom senso” da oposição, que, segundo ele, usa essas pautas para tentar descredibilizar o governo Lula.

“Além de faltar o bom senso, é muito mau-caratismo. Todo cidadão comum substitui uma coisa pela outra. No caso do café é mais difícil, afinal é quase que a alma e combustível dos brasileiros e brasileiras. […] se você olhar, eles sequer querem aprovar a isenção para quem recebe até R$ 5 mil no imposto de renda. Mas estão aí usando coisas poucas para tentar descredibilizar o governo Lula”.

“Tem coisa que precisa melhorar? Isso tem! A gente [membros do PT] enxerga isso. A comunicação tem melhorado. Algumas mudanças estão no radar, e é correr contra o tempo. Mas a gente também precisa do auxílio das lideranças do espectro do centro. Vamos conseguir reverter isso”, ponderou outro aliado do petista à Sputnik.

Uma fonte do centrão chamou a atenção para a situação da população mais carente que não está sendo contemplada:

“O governo prega uma gestão de coalizão e que vai sempre olhar para o mais pobre, mas estamos com o problema nos mercados. Café, produto brasileiro, caro para os próprios brasileiros. Como pode?”.

Segundo congressistas ouvidos por esta reportagem, “se não houver uma mudança para o semipresidencialismo, será necessário apostar em uma candidatura do centro que converse e possa convergir com a centro-esquerda e a centro-direita e, assim, fugir da atual polarização”.

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