“Momento único” para a segurança da Europa

Ucrania posto de comando comandante Oleksandr Syrsky Misto Brasil
Oleksandr Syrsky no posto de comando com o estado maior da Ucrânia/Arquivo/Oleksandr Syrsky
Compartilhe:

Cúpula em Londres reuniu em Londres chefes de Estado do Reino Unido, França, Canadá, Turquia e da Ucrânia

Por Misto Brasil – DF

Trata-se de um “momento único” para a segurança da Europa, enfatizou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ao iniciar uma cúpula informal no palacete Lancaster House, em Londres, neste domingo (02).

À esquerda dele estava o presidente francês, Emmanuel Macron; à direita, o ucraniano, Volodimir Zelenski. Também presentes estavam chefes de Estado e de governo europeus, os principais representantes da União Europeia (UE), o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, o ministro do Exterior da Turquia, Hakan Fidan, e o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau. Todos estavam cientes da gravidade da situação.

A cúpula de domingo já estava marcada mesmo antes do desentendimento público entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e Zelenski, na sexta-feira anterior.

Em reação ao bate-boca, muitos chefes de Estado e de governo europeus garantiram sua solidariedade à Ucrânia. Na cúpula em Londres, eles discutiram o que isso significará na prática.

O importante é colocar a Ucrânia na posição mais forte possível, destacaram. Starmer enfatizou após a reunião que nada muda no apoio militar à Ucrânia e na pressão econômica sobre a Rússia.

Ele anunciou que disponibilizará ao país agredido 1,6 bilhão de libras (R$ 12 bilhões) para a compra de mais de 5 mil mísseis antiaéreos fabricados no Reino Unido. Na véspera, o país assinara um empréstimo de 2,2 bilhões de libras para a Ucrânia, garantido por fundos russos congelados.

Os líderes reunidos também destacaram que é necessário garantir que a Ucrânia seja capaz de se defender no longo prazo, mesmo depois da paz.

Ou, nas palavras da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: a nação deve se tornar um “porco-espinho de aço indigesto para potenciais agressores”.

Para o chanceler federal alemão, Olaf Scholz, um fator-chave para a paz na Ucrânia é a capacidade de defesa do país e a existência de um exército forte.

“Ele terá que permanecer grande mesmo em tempos de paz – muito além do potencial econômico da Ucrânia.” Além disso, demandas russas, como a instalação de um governo pró-Rússia ou a desmilitarização da Ucrânia, não devem ser atendidas.

PARTICIPAÇÃO DO LEITOR

Participe desta discussão

Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.

Seu e-mail não será publicado.
Entre 20 e 3.000 caracteres.

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Notícias, vídeos e destaques em tempo real. Escolha sua rede favorita.

Dica: acompanhe também pelo WhatsApp para receber atualizações rápidas.

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades