O agente Philipe Roters Coutinho é suspeito de participar do esquema de fraudes em aposentadorias e pensões
Por Misto Brasil – DF
O escândalo envolvendo fraude milionária no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou novo capítulo, com a apreensão de US$ 200 mil (R$ 1,1 milhão) em dinheiro na casa de um policial federal, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Federal (PF), o agente Philipe Roters Coutinho, é suspeito de participar do esquema de fraudes em aposentadorias e pensões, que causou a demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.
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Na semana passada a Polícia Federal (PF) iniciou investigações sobre descontos fraudulentos nos benefícios de aposentados e pensionistas que chegaram a cerca de R$ 6,3 bilhões, entre 2019 e 2024.
A PF informou que o agente recebeu R$ 990 mil em pagamentos feitos pelo empresário Maurício Camisotti, suspeito de usar laranjas em empresas que faturaram ao todo R$ 580 milhões com descontos sobre aposentadorias.
Ao todo, 11 entidades foram alvos da operação. Ainda foram cumpridos 211 mandados judiciais de busca e apreensão, além de seis prisões temporárias.
As investigações apontam ainda que o agente, que trabalhava no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, foi flagrado por câmeras escoltando com carro funcional o empresário Danilo Trento e o então procurador-geral do INSS, Virgílio Oliveira Filho, a uma aeronave particular no dia 28 de novembro de 2024.
Segundo a PF, Trento custeou a viagem do procurador-geral do INSS a São Paulo nesse dia.





















