Vilarejo na Suíça é soterrado após colapso de geleira

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Avalanche de pedras e gelo que atingiu um pequeno vilarejo na Suíça/Reprodução vídeo
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Vídeos nas redes sociais mostram o momento em que a geleira colapsou parcialmente, criando uma enorme nuvem de água, pedras e neve

Por Misto Brasil – DF

Um vilarejo numa região turística da Suíça foi soterrado nesta quarta-feira (28) por uma massa de pedras e gelo após o colapso de um glaciar encobrir parte do Vale Lötsch, destino famoso entre esquiadores, trilheiros e escaladores no cantão de Valais. Um homem de 64 anos está desaparecido desde então.

Localizado a 1,5 mil metros de altura do nível do mar, Blatten tem cerca de 300 moradores e já havia sido evacuado no início da semana passada, após autoridades alertarem para o risco de deslizamento.

Vídeos nas redes sociais mostram o momento em que a geleira colapsou parcialmente, criando uma enorme nuvem de água, pedras e neve que engoliu parte do vale e praticamente todas as casas em Blatten.

Os danos do desastre, contudo, podem ser maiores. Isso porque, com o colapso da geleira, o rio Lonza, que corre pelo vale, teve sua passagem bloqueada por uma muralha de gelo e pedra com quase dois quilômetros de extensão.

Atrás dela, as poucas casas em Blatten que não haviam sido soterradas pela avalanche estão agora debaixo d’água; a represa formada pelo deslizamento cresce a cada hora, segundo as autoridades. Se essa barragem se romper, ela vai colocar sob risco os demais vilarejos vale abaixo.

“O pior cenário seria a água se acumular até o topo da represa”, afirmou o geólogo Flavio Anselmetti, da Universidade de Bern, à rádio suíça SRF. Nesse caso, o rio poderia acabar atravessando a mistura de rochas e gelo, desestabilizando a represa e possivelmente levando-a ao colapso.

“Isso poderia desencadear ondas de inundação muito poderosas ou fluxos de detritos do lago, ameaçando as comunidades mais adiante.”

Segundo Christian Studer, do Serviço contra Ameaças Naturais do Vale Lötsch, a água represada deve transbordar nas primeiras horas desta sexta-feira. Autoridades agora avaliam como esvaziar o lago para minimizar eventuais danos.

Por precaução, outras duas comunidades próximas do curso d’água foram evacuadas. Um reservatório também foi esvaziado para dar conta da água em caso de inundação.

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