Varejo deverá ter crescimento tímido no terceiro trimestre

Supermercado gôndolas pães e biscoitos Misto Brasil
Setor registrou crescimento entre os meses de janeiro e abril/Arquivo/Divulgação
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O destaque absoluto do período é o segmento de Tecidos, Vestuário e Calçados, que lidera com expressivos 5,35% de crescimento trimestral

Por Misto Brasil – DF

O varejo brasileiro poderá ter um cenário de crescimento tímido no terceiro trimestre – julho, agosto e setembro, segundo as previsões anunciadas hoje (08) pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), em parceria com a FIA Business School.

O Varejo Ampliado projeta expansão acumulada de 1,44% entre julho e setembro, o Varejo Restrito apresenta virtual estagnação com retração de 0,09%, evidenciando uma recuperação frágil e concentrada em poucos segmentos.

O destaque absoluto do período é o segmento de Tecidos, Vestuário e Calçados, que lidera com expressivos 5,35% de crescimento trimestral, impulsionado principalmente por uma forte alta de 5,65% em agosto.

Este desempenho contrasta com a paralisia observada em diversos outros setores.

Veículos, Combustíveis e Equipamentos de Escritório projetam variação zero para todo o trimestre, enquanto Alimentos e Bebidas também permanecem estagnados, sinalizando um consumidor extremamente cauteloso em suas decisões de compra.

Entre os segmentos que ainda apresentam crescimento positivo, destacam-se Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico com 1,94%, Artigos Farmacêuticos com expansão consistente de 1,10%, e Hipermercados com modesto avanço de 0,52%.

O segmento de Livros, Jornais e Papelaria enfrenta recorrentemente um verdadeiro colapso com queda projetada de 8,26% no trimestre, a maior retração entre todos os segmentos analisados.

Esta queda dramática é acompanhada por retrações significativas em Móveis e Eletrodomésticos (-1,48%) e uma leve queda em Materiais de Construção (-0,19%), setores tradicionalmente importantes para a economia brasileira.

O varejo brasileiro enfrenta um paradoxo preocupante: enquanto vestuário e artigos pessoais mostram vigor excepcional, a maioria dos segmentos opera em marcha lenta ou reversa. É um crescimento concentrado e frágil que não reflete uma recuperação ampla do consumo, comentou  presidente do Ibevar e Professor da FIA Business School, Claudio Felisoni.

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