Os 5% mais ricos do continente detêm quase US$ 4 trilhões (R$ 22,2 trilhões) em riqueza – quase o dobro do PIB brasileiro em 2024, de US$ 2,18 trilhões
Por Misto Brasil – DF
As quatro pessoas mais ricas da África detêm, juntas, US$ 57,4 bilhões (R$ 318,4 bilhões) e são mais ricas que 750 milhões de africanos, ou metade da população do continente, segundo um relatório divulgado pela Oxfam, ONG de combate à pobreza e à desigualdade.
A África, que não tinha bilionários no ano 2000, hoje tem 23 deles. E esse grupo viu sua fortuna crescer 56% nos últimos cinco anos, chegando a US$ 112,6 bilhões (R$ 624,2 bilhões), aponta a Oxfam.
Os 5% mais ricos do continente detêm quase US$ 4 trilhões (R$ 22,2 trilhões) em riqueza – quase o dobro do PIB brasileiro em 2024, de US$ 2,18 trilhões, segundo o Banco Mundial. O valor também é mais do que o dobro da riqueza dos 95% restantes que vivem no continente.
Em janeiro, a Oxfam já havia alertado que a riqueza dos bilionários estava crescendo como nunca em todo o mundo.
“A riqueza da África não está em falta. Está sendo desviada por um sistema falho que permite a uma pequena elite acumular fortunas imensas enquanto nega a centenas de milhões até mesmo os serviços mais básicos”.
“Isso é um fracasso total de políticas públicas – injusto, evitável e totalmente reversível”, afirma o diretor da Oxfam no continente, Fati N’Zi-Hassane.
O relatório da Oxfam aponta que 23 dos 50 países que encabeçam o ranking mundial da desigualdade estão na África. Mas o quadro é pior em termos populacionais: de cada dez pessoas que vivem em extrema pobreza pelo mundo, sete estão no continente. Em 1990, essa relação era de uma para cada dez. Atualmente, quase 850 milhões passam fome.
Quem são os homens mais ricos da África
Em seu relatório, a Oxfam nomeou o bilionário nigeriano Aliko Dangote como o homem mais rico da África, com uma fortuna estimada em US$ 23,3 bilhões (R$ 128,9 bilhões). O self-made man fundou a Dangote Cement, maior produtora de cimento do continente.
Ele também atua nas áreas de fertilizantes e refinaria, e em 2025 ocupa o 83º lugar na lista da Forbes.
Atrás de Dangote estão os sul-africanos Johann Rupert (US$ 14,2 bilhões) e Nicky Oppenheimer (US$ 10,2 bilhões), seguidos pelo egípcio Nassef Sawiris (US$ 9,4 bilhões).
Rupert comanda a empresa de artigos de luxo Richemont, famosa pelas marcas Cartier e Montblanc. Já Oppenheimer é herdeiro de uma família do ramo de mineração de diamantes. Sawiris, por sua vez, é um investidor e herdeiro da família mais rica do Egito.























