Empresa Trump Media quer invalidar uma ordem do STF

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Ministro Alexandre de Moraes durante homenagem a Temer na CLDF/Reprodução vídeo
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Alegam que a ordem emitida por Moraes na última sexta-feira é irregular porque foi enviada por e-mail para funcionários da companhia

Por Misto Brasil – DF

As empresas Trump Media — fundada por Donald Trump e controladora da Truth Social — e Rumble protocolaram uma petição, nesta quarta-feira (16), pedindo à Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, para invalidar uma ordem emitida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na última semana.

Segundo a colunista do Uol Mariana Sanches, o ministro do STF determinou que o Rumble bloqueie os conteúdos de uma conta ligada a Rodrigo Constantino. O Supremo também teria pedido que a companhia enviasse dados pessoais do economista e comentarista, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na petição, Rumble e Trump Media alegam que a ordem emitida por Moraes na última sexta-feira (11) é irregular porque foi enviada por e-mail para funcionários da companhia na Flórida, burlando instrumentos jurídicos de cooperação internacional entre Brasil e EUA.

De acordo com o portal Terra, citando a Folha de São Paulo, o Rumble também afirma que Constantino é cidadão norte-americano, o que não permite à empresa enviar dados dele para o STF. O comentarista recebeu o documento estadunidense em 2024, após ter passaporte brasileiro cancelado em 2023.

Brasil na mira dos EUA

Na última semana, a relação entre Brasil e Estados Unidos ganhou destaque na mídia após o presidente Trump dizer que aplicaria tarifas de 10% aos países do Brics e parceiros. Ao término do encontro do grupo, realizado no Rio de Janeiro, o líder estadunidense anunciou uma nova rodada de sanções — dessa vez, com taxação de 50% diretamente ao Brasil.

Desde então, Trump questionou em diferentes oportunidades o tratamento recebido por Bolsonaro diante da Justiça brasileira, em uma suposta acusação de que o ex-militar estaria sofrendo perseguição política.

Na última terça-feira (15), os Estados Unidos abriram uma investigação contra o Brasil por práticas comerciais consideradas desleais. Entre os alvos do Departamento do Comércio norte-americano estão o sistema de pagamento Pix e as lojas da rua 25 de Março, em São Paulo.

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