Um conflito entre os Estados Unidos e Venezuela ficou mais próximo na última semana, com a mobilização militar
Por Misto Brasil – DF
A tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela ganha um novo capítulo neste domingo (24), para quando é esperada a chegada na costa venezuelana de um esquadrão anfíbio americano.
Isso reforça a ameaça que já se formava com o envio de três destroieres de mísseis guiados Aegis dos EUA para o Caribe, escreveu Camille Bocanegra, do InfoMoney.
Um conflito entre os dois países ficou mais próximo na última semana, com a mobilização militar dos EUA como parte de um esforço para enfrentar supostas ameaças dos cartéis de drogas latino-americanos.
“Éramos inimigos da Venezuela”, disse Donald Trump um ano atrás durante sua campanha para voltar à Casa Branca. A fala, quase em tom de pesar, refletia os esforços do presidente para isolar diplomaticamente Nicolás Maduro durante seu primeiro mandato na Casa Branca.
Para ele, a gestão de Joe Biden teria enfraquecido o combate ao ditador venezuelano, deixando de lado uma “opção militar” que agora se torna mais palpável.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, pediu nesta quinta-feira (21) que os Estados Unidos e a Venezuela “diminuam as tensões, usem de moderação e resolvam suas diferenças por meios pacíficos”, disse a porta-voz da ONU Daniela Gross De Almeida.
Desde 2020, os EUA acusam Maduro e seus aliados de tráfico de drogas. Agora, a Casa Branca afirma que o governo Trump usará “todos os elementos do poder americano” para impedir que narcóticos cheguem ao país.
Em julho, Washington designou um grupo supostamente ligado a Maduro por apoiar a gangue Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa, do México, ambos classificados como organizações terroristas estrangeiras.
O Bureau de Assuntos do Hemisfério Ocidental chegou a publicar no X, em 25 de julho, que usaria “todos os recursos à nossa disposição para impedir que Maduro continue a lucrar com a destruição de vidas americanas e a desestabilização do nosso hemisfério”. A postagem foi posteriormente apagada.
Segundo os EUA, o grupo Cartel de Los Soles seria formado por autoridades venezuelanas de alto escalão, incluindo o próprio Maduro. Em 2020, ele já havia sido formalmente acusado de narcoterrorismo.




















