Sobre as eleições em São Paulo

Ministro Fernando Haddad e o governador Tarcísio de Freitas Misto Brasília
Ministro Fernando Haddad e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas/Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
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O bom desempenho do titular do Bandeirantes pode servir de estímulo para ele tentar a reeleição e abrir mão da sucessão presidencial

Por André César – SP

Pesquisa do instituto AtlasIntel divulgada na segunda-feira, 8 de setembro, mostra o estado atual da disputa paulista. O levantamento foi realizado entre os dias 29 de agosto e três de setembro.

Aos números. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é aprovado por 53% da população e rejeitado por 43%, enquanto o presidente Lula (PT) tem 42% de aprovação e rejeitado por 56%.

O bom desempenho do titular do Bandeirantes pode servir de estímulo para ele tentar a reeleição e abrir mão da sucessão presidencial – trocar o certo pelo duvidoso pode ser uma má escolha.

Em São Paulo, o atual governador receberia 38% dos votos para presidente, com Lula tendo 34% e Ciro Gomes (PDT), 9%. A polarização se repete no principal estado do país, como era de se esperar.

Na disputa pelo governo, Tarcísio lidera com 47% das citações, seguido por Guilherme Boulos (PSol), com 22%. O ministro Márcio França (PSB) tem 18% das intenções de voto.

Em um segundo cenário, o governador tem 49% das citações, seguido pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), com 34%. Erika Hilton (PSOL) aparece com 8%.

Sem Tarcísio, Alckmin lidera com 39%, com o deputado Ricardo Salles (Novo) aparecendo em segundo, 15%, e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) com 11%. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tem 9% das intenções de voto.

Em mais um cenário, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) lidera com 45%, seguido por Guilherme Derrite (PP), com 23%. Salles tem 10% das citações.

Para o segundo turno, Tarcísio venceria em todos os cenários em que disputaria. Um nome forte, sem dúvida.

Interessante observar a corrida para o Senado Federal, lembrando que serão duas cadeiras em disputa. A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB) tem 22%, Haddad 20% e o ainda deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), 15%.

Cabe ressaltar que Tebet tem sua base politica em Mato Grosso do Sul. Alckmin também é competitivo, ficando à frente em outro cenário, com 30% das citações.

Frise-se que, em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a pesquisa pouco repercutiu. As atenções estão voltadas para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Enfim, trata-se de um retrato do momento, mas os números já começam a despertar o interesse dos atores políticos. Afinal, para onde irão Tarcísio e Lula no pleito do próximo ano?

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