A ação realizada em conjunto entre a PF e CGU, mira uma organização criminosa acusada de crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro
Por Misto Brasil – DF
A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM) Caio Mário Trivellato Seabra Filho em uma operação que apura um suposto esquema de mineração ilegal.
A ação, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), mira uma organização criminosa acusada de crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é advogado de formação e um dos diretores que compõem a cúpula do órgão.
Também foi foi preso o ex-diretor da Polícia Federal na Diretoria de Polícia Administrativa, Rodrigo de Melo Teixeira.
Ele foi nomeado no início da gestão do atual diretor-geral Andrei Rodrigues e ocupou a função de diretor de Polícia Administrativa entre 2023 e 2025. Era o terceiro nome no nível hierárquico da cúpula da PF, informaram O Globo e CNN.
A Polícia Federal Informou que estão sendo cumpridos 79 mandados de busca e apreensão, 22 mandados de prisão preventiva, além do afastamento de servidores públicos, bloqueio e sequestro de ativos que somam R$ 1,5 bilhão.
A Operação Rejeito tem a finalidade de desarticular uma organização criminosa responsável por crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro.
Estão sendo cumpridos 79 mandados de busca e apreensão, 22 mandados de prisão preventiva, afastamento de servidores públicos, bloqueio/sequestro de ativos no valor de R$ 1,5 bilhão e suspensão das atividades das pessoas jurídicas envolvidas, conforme determinação de Colegiado de magistrados da Justiça Federal em Minas Gerais constituído para processar e julgar os casos.
A nota da PF informa que o grupo investigado teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração, com a finalidade de obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas.
Essas autorizações eram utilizadas para usurpar e explorar irregularmente minério de ferro em larga escala, incluindo locais tombados e próximos a áreas de preservação, com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos.
A organização criminosa teria atuado para neutralizar a ação do Estado, dificultando as investigações e monitorando autoridades. Além disso, utilizou diversos artifícios para lavar o dinheiro obtido com as práticas ilícitas.
Calcula-se que as ações criminosas do grupo investigado renderam, ao menos, um lucro de R$ 1,5 bilhão. Ressalta-se, ainda, que a investigação identificou projetos em andamento vinculados à organização criminosa com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões.
Os investigados poderão responder por crimes ambientais, usurpação de bens da união, corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e embaraçamento à investigação de organização criminosa.


















