STF julga royalties do petróleo. Estados fazem pressão

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Funcionária da Petrobras analisa a qualidade de uma amostra de petróleo/Arquivo/Divulgação/Petrobras
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Os 19 estados não produtores passaram a contestar a manutenção do modelo, ao apontar perdas bilionárias

Por Misto Brasil – DF

O governador de Goiás, Daniel Vilela, irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana para tratar com ministros sobre a distribuição dos royalties do petróleo.

A mobilização antecede o julgamento, marcado quarta-feira (06), das ações que questionam a redistribuição dos royalties e das participações especiais no país.

Em março de 2013, medida cautelar concedida pela ministra Cármen Lúcia suspendeu a eficácia da Lei nº 12.734/2012.

A maior parte dos royalties e das participações especiais permanece concentrada em estados e municípios produtores. Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo concentram, juntos, 95% desses recursos.

Os 19 estados não produtores passaram a contestar a manutenção do modelo, ao apontar perdas bilionárias.

Goiás está entre os entes mais impactados. As estimativas indicam perda acumulada de aproximadamente R$ 6,09 bilhões entre 2013 e 2025 e projeção adicional de cerca de R$ 913 milhões em 2026, segundo a Secretaria da Economia.

Na véspera do julgamento,na terça-feira (05), procurador-geral do Estado de Goiás, Rafael Arruda vai representar Goiás no ato com outros procuradores-gerais.

O grupo vai apresentar à Corte os impactos do modelo atual e a proposta de acordo construída pelos estados não produtores e pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

A proposta a ser apresentada, segundo ele, busca uma saída equilibrada: aplicar a lei a partir de maio de 2026.

Prever uma transição de sete anos para adaptação dos estados produtores, renúncia de valores retroativos e excluir da negociação a margem equatorial, em razão do grau de incerteza regulatória e ambiental ainda existente.

Até o momento, os estados que subscrevem a proposta de acordo, com a participação da CNM, são:

Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

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