Advogado nega envolvimento com os descontos ilegais no INSS

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Advogado Nelson Willians durante depoimento como testemunha na CPMI do INSS/Lula Marques/Agência Brasil
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Nelson Willians esteve na CPMI do INSS e disse que não tem relação com as ilegalidades que lesou milhares de aposentados pensionistas

Por Misto Brasil – DF

Na oitiva realizada pela manhã com o advogado Nelson Willians, a CPMI do INSS obteve poucos avanços em suas investigações. Em quase todas as perguntas, o advogado disse que não tinha nenhuma relação com os descontos ilegais de aposentados e pensionistas.

Além de Willians, também será ouvico Rubens Oliveira, sócio do “Careca do INSS”. Em duas oportunidades, o Misto Brasil transmitiu pelo TikTok o depoimento do advogado, obtendo milhares de visualizações.

Na operação realizada na semana passada, a Polícia Federal apreendeu na casa do advogado veículos de luxo, obras de arte e armas de fogo, como um fuzil. Ele já foi capa de revista e ganhou fama ao atuar no caso da herança do apresentador Gugu Liberato.

Por acordo entre oposição e governo, foi aprovado nesta quinta-feira (18) requerimentos para ouvir os ministros da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques, e da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, além do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

Os três participam da apuração das fraudes nos descontos de aposentados e pensionistas que podem somar R$ 6,3 bilhões.

Também foi convidado a prestar esclarecimentos o ex-AGU do governo Jair Bolsonaro, Bruno Bianco, que também foi secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Ao justificar a convocação de Bianco, a CPMI argumenta que ele “chancelava a legalidade de atos administrativos, alterações legislativas, pertinentes à realização de descontos associativos nos benefícios dos segurados”.

Também foram aprovados, por acordo, outros cerca de 170 requerimentos para ouvir diversos envolvidos no esquema, principalmente dirigentes de associações de aposentados e pensionistas, e funcionários do INSS e empresários citados nas investigações.

O presidente da CPMI, senador Carlos Vianna (Podemos-ES), elogiou o acordo para convocação e convite de autoridades e investigados.

“É muito bom e prazeroso ver, nos pedidos e requerimentos aqui, que tanto o governo, quanto a oposição, concordam nas convocações. É uma demonstração clara do compromisso desta CPMI em dar resposta ao povo brasileiro”, comemorou.

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