Tratativas diplomáticas serão confduzidas apenas elo encarregado de negócios e vai retirar o embaixador em Buens Aires
Por Misto Brasil – DF
Em uma medida inédita na história da relação entre os dois países, o Itamaraty comunicou nesta terça-feira (04) ao embaixador argentino em Brasília, Guillermo Daniel Raimondi, que as tratativas diplomáticas passarão a ser conduzidas apenas pelo encarregado de negócios da representação.
A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal argentino Clarín.
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A resposta inclui também a retirada de Julio Bitelli da Embaixada do Brasil em Buenos Aires. Com isso, o posto permanecerá vago enquanto Milei mantiver os ataques ao presidente brasileiro e a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Raimondi não será declarado persona non grata nem expulso do país. Ainda assim, deixará de atuar como principal interlocutor da relação bilateral, que passa a ser conduzida em um nível diplomático inferior.
A decisão foi tomada pouco mais de uma semana depois de Milei participar, em São Paulo, do lançamento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
O presidente argentino chamou Lulada Silva de “ladrão” e “presidiário” e classificou o ministro Alexandre de Moraes como “lixo careca”, após o magistrado impedir sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Na última segunda (03), Milei voltou a atacar o presidente brasileiro em entrevista à mídia local. “Ele foi solto por causa de uma falha processual. Ele não é inocente. […] é muito menos grave chamar um ladrão de ladrão do que o próprio ato de roubar”, justificou o argentino.
Milei não mediu esforços ao criticar o brasileiro ao afirmar que “se há alguém que interfere politicamente na região, é Lula, contaminando por completo com as ideias imundas do socialismo“, sem apresentar provas dessa suposta interferência na América Latina.
Especialistas ouvidos pela Sputnik Brasil nos últimos dias apontam que os insultos são parte da estratégia de Milei para fortalecer sua base em meio à queda de popularidade.
“Hoje, a gente não consegue dividir tanto política externa e política interna. As duas coisas estão muito entrelaçadas”, avalia a pesquisadora Beatriz Bandeira de Mello.















