A informação foi dada há pouco pelo presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, deputado Fábio Schiochet (União-SC)
Por Misto Brasil – DF
O deputado Delegado Marcelo Freitas (União-MG) será o relator da representação contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está morando nos Estados Unidos.
A informação foi dada há pouco pelo presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, deputado Fábio Schiochet (União-SC). Marcelo Freitas fez campanha para a presidência de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.
“Acabo de designar o deputado Delegado Marcelo Freitas como relator da Representação nº 22/2025, que tem como representado o deputado Eduardo Bolsonaro. Confio em sua experiência e equilíbrio para conduzir o processo”.
O Conselho de Ética abriu nesta segunda-feira (23) um processo disciplinar contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Apresentada pelo PT, a representação pede a cassação do mandato de Eduardo com base em “condutas atentatórias à soberania nacional e às instituições democráticas”.
A atuação do parlamentar resultou em sanções a autoridades brasileiras e na tarifa de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos norte-americanos.
Na segunda-feira(22), a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o parlamentar e o empresário Paulo Figueiredo por coação no curso do processo, pois ambos são acusados de atuar junto ao governo de Trump no intuito de interferir no julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal — ação na qual a Primeira Turma da Corte formou maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão.
Ainda nesta terça-feira, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), barrou a indicação de Eduardo Bolsonaro para ser líder da minoria, usando como justificativa o fato de o parlamentar não estar em território nacional e isso é incompatível com o exercício das atribuições de uma liderança.
De acordo com as regras da Câmara, o parlamentar não pode ter mais de 1/3 de ausências não justificadas em sessões deliberativas. No início de setembro, Eduardo Bolsonaro já acumulava mais da metade deste limite.

