O ato deste domingo em Amsterdã, que reuniu 250 mil pessoas, é uma sequência de manifestações que tomaram conta da Europa
Por Misto Brasil – DF
Um público estimado de 250 mil pessoas tomou as ruas de Amsterdã, capital da Holanda, neste domingo (05) para protestar contra a guerra na Faixa de Gaza e pressionar por um cessar-fogo.
O ato é mais um de uma sequência de manifestações que tomaram a Europa nos últimos dias desde que Israel interceptou e prendeu um grupo de ativistas que tentava entregar ajuda humanitária a Gaza pela via marítima.
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No sábado (04), uma multidão voltou a se reunir em Roma, na Itália, pelo quarto dia consecutivo de protestos.
Dos mais de 400 ativistas detidos a bordo da Flotilha Global Summud, mais de 40 são cidadãos italianos. Estima-se que o grupo transportava cerca de 300 toneladas de suprimentos essenciais, como alimentos, água potável e medicamentos.
A bordo dos barcos estavam, além da ambientalista Greta Thunberg e Mandla Mandela, neto de Nelson Mandela – ícone da luta contra o Apartheid na África do Sul –, brasileiros como o ativista Thiago Ávila e a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE).
Em solidariedade aos ativistas, sindicatos italianos convocaram uma greve geral que afetou largamente a malha ferroviária em todo o país e o transporte público em grandes cidades como Milão e Roma.
Na sexta-feira, protestos em diversas cidades italianas atraíram entre 400 mil (nos cálculos do governo italiano) e 2 milhões de pessoas (segundo a organização).
O governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, de ultradireita, tem criticado as manifestações e sugerido que elas seriam só uma desculpa para esticar o fim de semana.
Mas mesmo Meloni, que condicionou o reconhecimento de um Estado palestino à libertação de todos os reféns detidos pelo Hamas em Gaza e à inabilitação política do grupo, tem feito acenos recentes à causa palestina. Ela já afirmou que há “vítimas inocentes demais” sofrendo com o conflito, e que as ações de Israel em Gaza “passaram do princípio da proporcionalidade”.


















