O empresário investigado pela CPMI do INSS deu de presente ao governador Ibaneis Rocha um Fusca no valor de R$ 70 mil
Por Misto Brasil – DF
A presença do empresário Fernando Cavalcanti na CPMI do INSS, que além de mostrar um volume extraordinário de recursos que estão sendo investigados, também apontou para a casa de eventos no Lago Sul.
O local serviu para encontros de políticos e para as reuniões do Lide, grupo de empresários que tem à frente, em Brasília, o empresário Paulo Octávio. Durante a sessão desta segunda-feira (06), foram apresentados vídeos em que aparecem figuras proeminentes da política local nesses encontros.
Entre eles, o governador Ibaneis Rocha (MDB), e o próprio Fernando Cavalcanti. Ele disse na CPMI que não sabe exatamente o patrimônio que possui, além de vários carros de valor fora do alcance da maioria dos brasileiros, como Ferrari e Mercedez.
Ibaneis recebeu de presente de aniversário de Fernando Cavalcanti um Fusca no valor de R$ 70 mil. A foto de Ibaneis com o carro foi exibido na comissão nesta segunda-feira. O governador confirmou que recebeu o presente.
O suposto envolvimento do empresário nas falcatruas dos descontos ilegais dos aposentados e pensionistas, que teriam a participação de Nelson Williams, fez submergir o empresário Paulo Octávio.
No depoimento à CPMI, o empresário disse que é muito amigo de Paulo Octávio e que cedeu a sua casa também para um evento do PSD, que no Distrito Federal é presidido por PO.
A primeira providência do empresário da construção foi deixar de organizar os almoços do Lide na casa de Fernando Cavalcanti. A partir de agora, os encontros serão organizados pelo ex-governador de São Paulo, João Dória, que foi o criador do Lide nacional.
Na CPMI, o empresário Fernando Cavalcanti negou ter escondido carros de luxo no shopping Pier 21. Ele também tem vagas no Brasília Shopping, que pertence a Paulo Octávio.
Cavalcanti era sócio do advogado Nelson Williams, também investigado no rol dos roubos nas aposentadorias e pensões.
Relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) afirmou que vai entrar em contato com o ex-funcionário do “Careca” do INSS Edson Claro e com o advogado Paulo Augusto de Araújo Boudens.
Os dois estariam sofrendo ameaças por, supostamente, terem muitas informações sobre as fraudes do INSS. Gaspar negou ter sido procurado por algum deles com informações sobre as ameaças e disse que buscará apoio da Polícia Federal.
Em depoimento à CPMI, Cavalcanti explicitou ter trabalhado no escritório de Williams e ocupado o cargo de vice-presidente na empresa. Ele negou as suspeitas da PF de que é laranja de Nelson Williams.
“A investigação não me atribui a fraudes no INSS. A menção a meu nome no inquérito refere-se exclusivamente à ocultação de veículos de luxo, que não procede”, falou enquanto respondia às perguntas do relator. Para os demais deputados, ele ficou em silêncio.
“E ao fato de eu ser um possível laranja, ora do dr. Nelson Williams, ora do senhor Antonio Camilo, pessoa que nunca vi na vida”, registrou a repórter Lara Alves, de O Tempo..















