Para mitigar o impacto da escassez de mão de obra, companhias como a TSEA tem se aproximado das faculdades.
Por Misto Brasil – DF
A dificuldade em preencher vagas qualificadas na indústria brasileira está alterando a abordagem de recrutamento no setor.
Dados da Pesquisa de Escassez de Talentos 2026, realizada pelo ManpowerGroup, apontam que 80% dos empregadores do país encontram obstáculos para contratar profissionais preparados. Paralelamente, estimativas do Mapa do Trabalho Industrial preveem a necessidade de qualificar 14 milhões de trabalhadores até 2027.
Para mitigar o impacto da escassez de mão de obra, companhias como a fabricante de infraestrutura energética TSEA têm reformulado a aproximação com o ambiente acadêmico.
A estratégia inclui a participação em feiras de carreira com equipes compostas por profissionais técnicos e de recursos humanos, apresentando aos estudantes as demandas reais do mercado de energia, eletricidade e infraestrutura para data centers.
A empresa também estruturou programas focados em diferentes etapas da formação acadêmica e técnica.
Entre as iniciativas criadas estão o Estágio de Verão focado nas férias universitárias, parcerias com o Senai para aprendizagem industrial e programas de capacitação técnica voltados para as comunidades próximas às unidades operacionais de Betim, Contagem e Curitiba.
A urgência dessas ações de formação e atração preventiva se intensifica com os planos de expansão das empresas do setor.
No caso da TSEA, a ampliação da capacidade produtiva e a implantação de novas unidades industriais demandarão a contratação de aproximadamente 900 profissionais até 2030, exigindo a expansão contínua dos ciclos de formação de mão de obra qualificada.
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