Gaza: uma pausa, não a paz

Faixa de Gaza escombros guerra velhinho Misto Brasil
Idoso caminha com uma sala em meio aos escombros provocados pelas bombas/Muhammad Smiry/X
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As Forças Armadas de Israel fizeram boa parte do serviço sujo ao eliminar líderes terroristas odiados pelos próprios muçulmanos

Por Marcelo Rech – DF

Nesta segunda-feira, 13, a organização terrorista palestina Hamas, entregou 20 reféns mantidos em cativeiro por 738 dias, como parte do acordo imposto pelos EUA, aceito por Israel e mediado por árabes e mulçumanos. Entra em vigor maus uma pausa, não a paz.

Esta, dificilmente será alcançada. O interesse predominante na região, é pela guerra. A guerra serve a muitos senhores e aos políticos em geral. O Hamas não nasceu para restituir território aos palestinos, mas para usá-los com fins militares. O objetivo sempre foi destruir Israel.

Leia: Hamas libertou os últimos 20 reféns israelenses

Os árabes em geral, tampouco nutrem simpatia pelos palestinos, vistos como um problema para os seus vizinhos. Israel fez boa parte do serviço sujo ao eliminar líderes terroristas odiados pelos próprios muçulmanos.

Agora, nos preparemos para a enésima tentativa de pôr fim aos conflitos, o que não passará disso, de mais uma tentativa.

Neste momento em que mais um cessar-fogo entra em vigor, cerca de 500 mil palestinos começam a retornar para Gaza. Entre eles, milhares de combatentes do Hamas. A pausa vai durar exatamente até a próxima faísca.

O Hamas não é um ator estatal, embora conte com a simpatia dos partidos e movimentos de esquerda em todo o mundo.

O Hamas é uma organização terrorista que atua para provocar o terror, para matar com requintes de crueldade e para subjugar todo e qualquer ser humano que se oponha, inclusive e principalmente, os palestinos.

Esperar que uma organização criminosa que atua à margem das regras, respeite parâmetros ou acordos, é demais.

O Hamas aceitou a imposição desta pausa, por razões estratégicas, para se reorganizar e se reestruturar após os golpes sofridos que dizimaram boa parte de sua liderança em Gaza e fora dela.

O ataque de Israel contra os terroristas abrigados no Qatar, em setembro, deixou claro que não haverá lugar seguro na Terra para quem arquitetou o 7 de outubro. A corrupção e a hipocrisia, cuidarão do resto e, em pouco tempo o processo se repetirá.

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