A avaliação é do Ministério Público, que recebeu o plano da secretaria que começou a ser implementado em julho na rede público
Por Misto Brasil – DF
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal concluiu o plano de ação voltado a enfrentar o déficit de vagas para diagnóstico e tratamento oncológico na rede pública. A Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) participou da elaboração do documento.
Embora o plano tenha sido oficialmente apresentado no dia 30 de setembro, o novo modelo de atendimento começou a ser adotado em julho.
A principal mudança foi a criação de uma fila única de regulação para pacientes oncológicos, que evita a dispersão dos usuários em listas paralelas e melhora a transparência e a gestão das vagas.
Além disso, o GDF ampliou a capacidade de atendimento com o credenciamento de clínicas e hospitais privados que prestam serviços à população custeados pelo SUS.
O plano contempla medidas como o levantamento da capacidade instalada de atendimento, o aperfeiçoamento dos processos de compra de insumos e medicamentos, ações para suprir eventuais déficits de profissionais e aprimorar fluxos de atendimento.
Batizado de “O Câncer Não Espera, o GDF Também Não”, o programa já está em fase de implementação.
Foi observada redução no tempo médio de espera para a primeira consulta oncológica, radioterapia e quimioterapia. Ainda assim, o cenário segue desafiador, já que o número de novos casos de câncer cresce a cada ano no Distrito Federal.
Como o DF também recebe pacientes do Entorno, o Ministério Público defende que um plano de médio prazo contemple a ampliação da rede, com o aumento do número de unidades habilitadas para o tratamento oncológico.


