Flotilha indígena segue por 3 mil quilômetros para a COP30

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Detalhe parcial da cidade de Belém, que vai sediar em novembro a COP30/Arquivo/Gov
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O barco que saiu do Equador leva demandas dos povos indígenas e vai percorrer quatro países até chegar a Belém

Por Misto Brasil – DF

A imagem de uma mulher carregando uma sucuri viva nas mãos dominou a manhã de quinta-feira (16), na cidade portuária de Francisco de Orellana, mais conhecida como El Coca, na Amazônia equatoriana, escreveu Isabel Alarcón, do El País.

A placa com a imagem estava pendurada em um barco de dois andares estacionado, aguardando seus passageiros.

De um lado, as letras pretas sobre fundo laranja se destacavam não apenas pela cor, mas pelo que anunciavam: “Yaku Mamá, flotilha amazônica: dos Andes à Amazônia. Rumo a Belém para a COP30 “.

A chegada deste navio ao porto equatoriano marcou o início de uma jornada para mais de 50 representantes e organizações indígenas de toda a bacia amazônica.

Durante quase um mês, a flotilha navegará pelo Rio Amazonas e seus afluentes, chegando ao Brasil para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá de 10 a 21 de novembro.

Este grupo percorrerá aproximadamente 3 mil quilômetros, atravessando quatro países, em diferentes embarcações, para levar as vozes amazônicas às negociações mais importantes para o futuro do planeta.

“A flotilha é um espaço para compartilhar experiências e refletir sobre questões discutidas nas COPs e que historicamente têm sido abordadas sem a participação dos povos indígenas”, explica Alexis Grefa, um dos representantes da juventude equatoriana do povo Kichwa de Santa Clara e membro da equipe organizadora da flotilha amazônica.

Aos 29 anos, Grefa conhece profundamente a condução dessas negociações, tendo participado de COPs anteriores sobre mudanças climáticas e biodiversidade.

Desta vez, como é a primeira vez que o evento é realizado em uma cidade amazônica, ele espera que as demandas dos povos indígenas — como financiamento direto, uma transição energética justa, a eliminação de combustíveis fósseis e o respeito à consulta prévia — sejam levadas em consideração.

A proposta de explorar esses rios começou a tomar forma quando foi anunciado que Belém sediaria essas negociações.

A partir daí, diversas organizações começaram a se unir para traçar a rota e definir as atividades. Em cada parada, serão realizadas atividades para abordar questões relevantes para esses territórios.

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