Grande parte está na Secretaria da Educação. Nos últimos concursos públicos elas também foram mais numerosas que os homens
Por Misto Brasil – DF
A maioria dos servidores do Distrito Federal são do sexo feminino, segundo um levantamento divulgado pela Secretaria de Economia. De 76,2 mil funcionários efeetivos, 66% são mulheres.
Grande parte das servidoras está na Secretaria da Educação, com 23.545 pessoas. Outras 52.662 atuam nas demais áreas do funcionalismo.
Maria Francisca Lira Aragão, da Secretaria de Economia (Seec-DF), é uma dessas servidoras. Ela tem 70 anos segue em atividade depois de 47 anos dedicados ao governo.
Ela começou a carreira no antigo Departamento de Turismo, atual Secretaria de Turismo (Setur-DF). Acompanhou diferentes fases da administração, vendo de perto como o trabalho dos servidores transforma o dia a dia da cidade.
“Eu comecei como camareira. Depois de três meses, o chefe do setor notou que eu tinha perfil para atendimento e me transferiu para a recepção. Passados mais três meses, ele me levou para o Centro de Convenções”.
As mulheres também foram maioria nos últimos concursos. Dos 11.731 servidores efetivos nomeados nos últimos quatro anos, 7.908 são mulheres e 3.823 são homens.
Desse total, 3.758 (32%) integram a carreira de magistério público, enquanto 7.973 (68%) ocupam cargos nas demais carreiras que compõem o quadro de pessoal do Distrito Federal.
A professora Daniele Amorim faz parte desse recorte. Depois de sete anos como temporária, ela assumiu em 2024 o cargo efetivo de orientadora educacional e se orgulha de ser servidora pública.
Para Daniele, o serviço público dá mais segurança e garantia de direitos, algo que, na opinião dela, nem sempre ocorre em outros espaços.
“Ainda assim, vejo uma longa caminhada pela frente, principalmente na valorização da carreira do magistério, que sendo uma das mais importantes ainda precisa lutar por reconhecimento”.
O secretário-executivo de Gestão Administrativa da Seec-DF, Ângelo Roncalli, acredita que a predominância feminina no serviço público traz impactos positivos para a qualidade das políticas públicas.
“Estudos e experiências administrativas mostram que equipes com maior diversidade de gênero tendem a apresentar mais sensibilidade social, empatia e compromisso com a equidade, valores que se alinham diretamente à missão do serviço público: promover o bem comum e garantir direitos”.




















