Senadores votam pela isenção do IR até R$ 5 mil

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Plenário do Senado Federal durante o Fórum do Brics mo Brasil/Arquivo/Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
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Além da isenção, haverá descontos para quem ganha até R$ 7.350 mensais. A medida vale a partir de janeiro de 2026

Por Misto Brasil – DF

O plenário do Senado aprovou por unanimidade a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. O PL 1.087/2025 também diminui gradualmente alíquota para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Texto vai à sanção.

Durante a leitura do relatório, o relator do projeto no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que o projeto faz jus a progressividade tributária: “quem tem menos, paga menos. Quem tem mais, paga mais”.

O parecer do relator foi contrário a algumas emendas que vieram da Câmara dos Deputados. Calheiros disse, também, que o projeto precisa de aprimoramento. Entretanto, não foram feitas mudanças no conteúdo do projeto pelo prazo apertado.

Além da isenção para quem ganha até R$ 5 mil, haverá descontos para quem ganha até R$ 7.350 mensais.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, acompanhou a votação no plenário do Senado.

Para viabilizar a isenção sem comprometer as contas públicas, a proposta do governo inclui mecanismos de compensação fiscal. Um deles é a tributação mínima sobre grandes fortunas, com alíquota progressiva de IR para quem recebe a partir de R$ 600 mil anuais.

Outro medida prevê a cobrança de 10% de IR sobre lucros e dividendos distribuídos no país que excedam R$ 50 mil por mês a uma mesma pessoa física.

Após a aprovação no Senado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concedeu entrevista coletiva e afirmou que o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda será um “marco na história do Brasil”.

Segundo ele, trata-se de um projeto “que precisava entrar no radar da sociedade“, olhando para todas as dimensões da economia “inflação, crescimento, emprego, mas olhando também para a desigualdade”.

Haddad afirmou também, que a Fazenda está de acordo com as alterações que vieram do Congresso e deve encaminhar a sanção integral da medida.

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