Prisão de Bolsonaro teria sido motivada por fugas

Bolsonaro chora Misto Brasília
Bolsonaro foi condenado pelo suposto crime de golpe de Estado/Arquivo/Reprodução TV Brasil
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Alexandre de Moraes afirma que o comportamento de integrantes do núcleo bolsonarista reforçaria o risco de fuga

Por Misto Brasil – DF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, fundamentou a ordem de prisão preventiva contra Jair Bolsonaro (PL) citando um padrão de evasões entre aliados do ex-presidente condenados ou investigados pela trama golpista de 2022.

Na decisão, Moraes afirma que o comportamento de integrantes do núcleo bolsonarista reforçaria o risco concreto de fuga e justificaria a necessidade de afastar Bolsonaro do regime domiciliar.

Leia: Bolsonaro deverá cumprir prisão preventiva na PF

Bolsonaro já passou por avaliação médica determinada pela legislação e está numa sala especial de 12m2 com ar condicionado.

Estiveram nesse mesmo espaço, outras figuras da política brasileira, como o ex-senador Delcídio do Amaral e ex-governadorJosé Roberto Arruda.

Lideranças do centro-direita e da direita criticaram a decisão sobre a prisão, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e parlamentares da oposição.

O ministro aponta que a rota clandestina usada pelo deputado Alexandre Ramagem, condenado a 16 anos e considerado foragido, é um dos elementos que demonstram a “estratégia de evasão do território nacional” adotada por membros do grupo, segundo o Estadão e o InfoMoney.

A PF apura que Ramagem cruzou a fronteira por Roraima rumo à Guiana ou à Venezuela, após ter saído de Boa Vista em um carro alugado.

O pedido de prisão do parlamentar já estava autorizado por Moraes antes mesmo do PSol solicitar a medida ao STF e à Polícia Federal.

Moraes também menciona Carla Zambelli, que deixou o Brasil rumo à Itália no mesmo período em que teve sua condenação confirmada, e Eduardo Bolsonaro, acusado pela PGR de atuar contra o país e de abandonar o mandato parlamentar para escapar das consequências jurídicas nos processos do Supremo.

O ministro usa esses episódios como exemplos de uma atuação coordenada para frustrar a aplicação da lei penal.

No despacho, Moraes afirma que tais movimentos, somados à “convocação beligerante” feita por Flávio Bolsonaro para uma vigília em frente à residência do pai, mostram uma tentativa do entorno bolsonarista de criar tumulto e dificultar a atuação da Polícia Federal e da Polícia Penal do Distrito Federal.

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