Celso Sabino deixa a pasta após ser expulso do União Brasil. Substituto será Gustavo Damião, filho do deputado Damião Feliciano
Por Misto Brasil – DF
O presidente Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (17) mudanças no comando do Ministério do Turismo, durante a última reunião ministerial de 2025, realizada na Granja do Torto, em Brasília.
Celso Sabino deixa a pasta após ser expulso do União Brasil, movimento que acelerou uma troca que já vinha sendo discutida nos bastidores.
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Para manter o ministério sob controle do União Brasil, a sigla indicou Gustavo Damião, filho do deputado Damião Feliciano (PB), como novo titular. Integrante da ala mais alinhada ao Palácio do Planalto, o parlamentar atua como vice-líder do governo na Câmara dos Deputados.
A mudança era esperada para o fim do ano e já estava “precificada” dentro do governo. Sabino, inclusive, participou da última reunião ministerial de 2025, o que reforçou a leitura de que a saída fazia parte de um ajuste previamente combinado.
Durante o encontro, Lula da Silva concentrou boa parte de sua fala na necessidade de o governo organizar melhor sua comunicação com a sociedade.
Segundo o presidente, o país vive um momento “amplamente favorável”, mas esse cenário não se reflete com a intensidade esperada nas pesquisas de opinião, em razão da polarização política.
“O ano eleitoral vai ser o ano da verdade. Ou seja, nós temos que criar a ideia da hora da verdade para mostrar quem é quem nesse país, quem faz o quê nesse país, o que aconteceu antes de nós e o que acontece quando nós chegamos ao governo”, afirmou.
Na avaliação do presidente, o governo ainda não conseguiu apresentar de forma clara os avanços recentes à população.
“Eu tenho a impressão que o povo ainda não sabe. Eu tenho a impressão que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba fazer uma avaliação das coisas que aconteceram neste país”, disse.
Lula da Silva também afirmou que aceitará o afastamento de ministros que decidirem disputar cargos nas eleições em 2026, quando estarão em jogo a Presidência, governos estaduais, Congresso Nacional e assembleias legislativas.
O petista destacou ainda a articulação política do governo no Congresso, responsável pela aprovação de medidas consideradas estratégicas, como a isenção do imposto de renda e a reforma tributária.


