O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou na segunda-feira (22) que seu país “se opõe sistematicamente a sanções unilaterais ilegais”
Por Misto Brasil – DF
A pressão exercida pela apreensão de petroleiros pelos EUA no Caribe obrigou o governo de Nicolás Maduro a fortalecer os laços com a China, a Rússia e o Irã, seus principais parceiros comerciais e aliados.
O presidente venezuelano alertou que o bloqueio naval no Caribe “afetará o fornecimento de petróleo e energia em todo o mundo”, conforme noticiou o jornal espanhol El País.
Após a apreensão de dois navios e a perseguição de um terceiro pelas autoridades americanas, considerada pela Casa Branca como uma guerra contra os “navios fantasmas” , a China acusou os Estados Unidos de “violar o direito internacional” pelo que descreveu como “uma apreensão arbitrária de navios de outro país”.
“A Venezuela tem o direito de desenvolver de forma independente uma cooperação mutuamente benéfica com outros países”.
A China é o principal destino do petróleo venezuelano. Quase 700 mil barris por dia dos 1,2 milhão produzidos atualmente pela PDVSA são destinados ao país asiático.
Apesar do bloqueio imposto por Washington, com o aumento da vigilância sobre navios que transportam petróleo bruto sancionado — não apenas da Venezuela, mas também do Irã e da Rússia — o regime chavista afirma que continuará seus embarques e chegou a mobilizar escoltas para a saída de petroleiros dos portos venezuelanos.


