O Gol atravessa a década de 1990, ao mesmo tempo em que protagoniza o surgimento de uma nova categoria de automóveis
Por Misto Brasil – DF
O Volkswagen Gol é o carro nacional com mais história para contar. Ele foi protagonista, líder de vendas e referência para os concorrentes.
O carro lançado em maio de 1980, foi o mais produzido, vendido e exportado na história do setor automotivo brasileiro.
Lançado nas versões básica e L, ambas com motor 1.3l de 42 cv arrefecido a ar – derivado do Fusca -, o Gol se posicionava entre o Brasília e o Passat.
A primeira versão esportiva do Gol, o GT, nasce em 1984, estreando a era de motores de refrigeração líquida – no caso, um 1.8l de 99 cv que, mais tarde, equiparia o Santana. Era o começo de uma dinastia de esportivos nacionais.
O Gol atravessa a década de 1990 evoluindo em acabamento interno e design, ao mesmo tempo em que protagoniza o surgimento de uma nova categoria de automóveis: os 1.0l – quem não lembra do Gol 1000?
Em 1993, o modelo chega à marca de 1 milhão de unidades vendidas.
O esportivo GTI (sim, agora com “i” maiúsculo) mantém sua aura agora com um 2.0l de 16V e 145 cv, importado da Alemanha. Em 1996, o último Gol 1000 “quadrado” deixa a linha de produção e, na virada para os anos 2000, surge o Gol “G3”.
Um novo século se abre e o Gol reafirma seu pioneirismo com uma versão 1.0l turbo, de 112 cv e 15,8 kgfm. Logo depois, mais especificamente em 2001, o hatch alcança 3,2 milhões de unidades comercializadas e assim ultrapassa o Fusca.
Depois do turbo, o pioneiro do total flex, em 2003, o Gol G5 e sua moderna plataforma PQ24 (2008) e o câmbio automatizado i-Motion (2009).
Em 2014, após um recorde de 27 anos seguidos no topo do ranking de emplacamentos, o Gol deixa liderança do mercado.
Dois anos depois, passa por sua última cirurgia estética e recebe um moderno e econômico motor 1.0l, três-cilindros de 12V (82 cv).

Cronograma de um carro que vendeu milhões de unidades
1. Todos os modelos 1.3l “a ar” e alguns 1.6l também a ar tiveram o estepe alocado dentro do compartimento do motor. Com a chegada dos motores arrefecidos a água, o estepe foi realocado no porta-malas.
2. O Gol derivou uma família de modelos VW, revelando derivados que tomaram seus próprios caminhos e protagonismos, como o Voyage, a Saveiro e a Parati.
3. O primeiro Gol esportivo, GT lançado em 1984, já trazia motor 1.8l com quase 100 cavalos de potência máxima, mas ainda era equipado com câmbio de quatro marchas. A transmissão de cinco marchas entra na linha Gol em 1985, tanto para o GT, quanto para as versões “S” e “LS”.
4. Em 1987, a primeira reformulação estética, trazendo novos conjuntos óticos dianteiros e traseiros, novo capô do motor e nomenclaturas revistas (CL, GL e GTS) marca definitivamente o Gol como o carro mais querido do Brasil. A curiosidade, no entanto, é que o externo do carro evoluiu e o interno seguiu as mesmas linhas do modelo anterior 1986.
O interior revisto, com o famoso painel satélite, novos acabamentos de painel de portas e bancos, surgiria no modelo 1988.
5. No final de 1988, já como modelo 1989, o Gol GTi inaugura de fato a era da injeção eletrônica no Brasil. Mas o sistema era analógico, tanto os comandos dos bicos injetores quanto da ignição. Claro que se comparado com os carburadores da época, o GTi era um show de tecnologia, referência de performance e até de baixo consumo de gasolina.
6. No lançamento do Gol GTi, algumas raras unidades foram equipadas com ar-condicionado de fábrica. Isso porque na época ninguém queria carro esportivo com a função, já que o equipamento “roubava” potência do motor. Hoje, eles são ainda mais raros.
7. Outro luxo, e hoje um equipamento praticamente de série em todos os veículos, a direção assistida, chega na linha Gol (e nas versões topo de linha) somente em 1994. E quase ninguém queria também, tornando estes modelos também desejo dos colecionadores.
8. O Volkswagen Gol se torna tão querido no Brasil que se dá “ao luxo” de ter duas versões esportivas convivendo, o GTS e o GTi.
9. O Gol GTi 16V se torna em 1996, o primeiro Volkswagen original de fábrica a superar a marca de 200 km/h de velocidade máxima.
10. Em 2003 o Gol inaugura a era dos carros “flexíveis” no Brasil, e no mundo. Trazendo motor 1.6, ele tinha capacidade de queimar gasolina e/ou etanol em quaisquer proporções.






















