O partido tem direito a cinco nomes dentro da federação com o PV e PCdoB no Distrito Federal, mas seis nomes querem as vagas
Por Misto Brasília – DF
O Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal vai indicar cinco nomes para concorrer à Câmara dos Deputados nas eleições de 4 de outubro, conforme prevê a federação com o PV e com o PCdoB.
Na lista prévia estão relacionados seis nomes: a ex-reitora da UnB Márcia Abrão, a professora Rosilene Corrêa, e a drag queen Ruth Venceremos.
Uma disputa interna ocorre em torno de Roberto Policarpo e Marinaldo Pereira.
A outra dúvida é o ex-governador Agnello Queiroz. Ele pode concorrer à Câmara Legislativa, decisão que ajudaria a solucionar a queda de braço entre Policarpo e Marinaldo.
Roberto Policarpo é técnico judiciário e foi coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União do Distrito Federal (Sindjus).
Também foi dirigente da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público (Fenajufe). Em 2010, foi eleito deputado federal.
Marinaldo Pereira é secretário nacional de assuntos legislativos no Ministério da Justiça e Segurança Pública. No Instagram, disse que defende a reforma da segurança pública.
A deputada federal Érika Kokay deverá mesmo concorrer ao Senado Federal, mas dentro da sigla há críticas sobre a sua estratégia. Sua agenda privilegia militantes e entre a juventude seu nome é pouco conhecido.
O ex-deputado Geraldo Magela, que tem esperança de concorrer ao Palácio do Buriti, deverá ser o coordenador regional da campanha para a reeleição do presidente Lula da Silva.
Aparentemente, o ex-deputado distrital Leandro Grass deverá ser o candidato ao governo, mas o seu perfil de “bom moço” é analisado dentro do PT como um entrave diante de pré-candidatos como a vice-governadora Celina Leão e o ex-governador José Roberto Arruda.
São dois postulantes com perfil bem mais agressivo se comparado com Grass. Essa característica poderá dificultar a candidatura em debates, por exemplo.
A nível federal, o PT tem articulado com partidos aliados a criação de uma grande federação da centro-esquerda.
As discussões ainda são iniciais, mas articuladores têm apresentado a proposta em reuniões que o Palácio do Planalto tem feito com as bancadas da Câmara dos Deputados.


