O viés defensivo ganhou força diante do endurecimento da retórica dos Estados Unidos em relação ao Irã – o que levou a cotação do petróleo próximo a US$ 65
Por Misto Brasil – DF
Os dados de inflação nos Estados Unidos, tensões geopolíticas e cenário eleitoral ditaram as movimentações do dólar. O temor de interferência do governo Trump no Banco Central norte-americano seguiu no radar.
Nesta terça-feira (13), o dólar à vista encerrou a sessão a R$ 5,3759, leve alta de 0,06%.
O movimento acompanhou a tendência externa. Por volta das 17 horas (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,27%, aos 99,135 pontos.
O especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, comentou que no câmbio, o CPI dos Estados Unidos em linha com as projeções, com núcleo ligeiramente abaixo do esperado, ajudou a limitar movimentos mais bruscos no mercado de moedas, mas não foi suficiente para encaminhar uma queda mais acentuada do dólar.
O DXY avança na sessão de hoje, exercendo pressão adicional sobre o real, em um ambiente marcado por sinais pontuais de aversão ao risco.
O viés defensivo ganhou força diante do endurecimento da retórica dos Estados Unidos em relação ao Irã – o que levou a cotação do petróleo próximo a US$ 65, resultando num sentimento mais defensivo na sessão de hoje para os ativos locais.
O InfoMoney registrou que após forte desempenho em 2025, o Goldman Sachs vê os bancos da América Latina bem posicionados para mais um ano sólido em 2026.
Destaque para os bancos brasileiros, considerados de maior qualidade e negociados a valuations razoáveis. Entre as preferências do banco estão NU, BTG, Inter e Itaú.
Ainda assim, o setor terá de navegar por diversos ciclos eleitorais, além de cortes esperados nas taxas de juros na maioria dos países (com exceção da Colômbia), em um ambiente de crescimento moderado e avanços mistos na inflação.
Para os analistas, os bancos brasileiros devem iniciar o ano com um quadro relativamente equilibrado, combinando crescimento do crédito e estabilidade na qualidade dos ativos.
A expectativa é de uma expansão moderada a sólida da carteira, em patamar de um dígito alto, apoiada por um mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e pela introdução de novas modalidades de crédito, como o consignado privado.


