O ouro reverteu as máximas históricas com um recuo de 11,38%. A prata seguiu o movimento com um derretimento histõrico
Por Misto Brasil – DF
O dólar ganhou força no último pregão da semana com a esperada indicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o comando do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).
Nesta sexta-feira (30), o dólar à vista encerrou a sessão a R$ 5,2476, com alta de 1,04%. O avanço foi impulsionado pelo desempenho da moda no exterior.
Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,73%, aos 97.013 pontos.
Na semana, o dólar acumulou queda de 0,73% ante o real. Em janeiro, o saldo foi negativo em 4,40% na comparação com a moeda brasileira.
O dólar se afastou das mínimas com a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Warsh, que já foi diretor do BC dos EUA, substituirá Jerome Powell, que deixará o cargo em maio.
O ouro reverteu as máximas históricas das últimas semanas nesta sexta-feira (30) e encerrou a US$ 4.745,10 por onça-troy, um recuo de 11,38% — a maior queda em um único dia do metal precioso desde 2016.
A prata seguiu o movimento do ouro e fechou a US$ 78,53 por onça-troy, um derretimento de 31,37%, maior recuo intradiário desde 2008.
As perdas dos metais ganharam força após a indicação do ex-diretor do Federal Reserve (Fed) Kevin Warsh ao comando da autoridade monetária, além dos dados mais fortes do que o previsto pelo mercado para a inflação ao produtor nos Estados Unidos.
Os rumores de que Donald Trump, presidente dos EUA, indicaria Kevin Warsh para substituir Jerome Powell no Federal Reserve não foram bem recebidos pelos investidores globais na manhã desta sexta-feira (30). O ETF (fundo de índice) EWZ, de ações brasileiras, chegou a cair cerca de 2%.
Após a confirmação da decisão, por volta das 9h (horário de Brasília), as baixas foram amenizadas.
O Ibovespa caía 0,2% perto de 182.850 pontos às 11h30, enquanto o dólar subia 0,6%, a R$ 5,22 — movimentos que indicavam cautela. Posteriormente, contudo, o índice passou a ter mais baixas, chegando perto de perder os 180 mil pontos.

