Economia Azul: Ceará e Canadá criam ponte estratégica

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O mar precisa ser protegido para garantir a sobrevivência dos homens e dos bichos/Arquivo/Epagri
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Entre janeiro e maio de 2026, o Ceará respondeu por US$ 217,4 mil (11,9%) de todo o pescado brasileiro exportado para o Canadá

Por Misto Brasil – DF

Uma articulação estratégica liderada pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) está transformando o Atlântico em uma ponte direta de negócios entre o Ceará e a província canadense de Nova Scotia.

Focada no conceito de Economia Azul — que abrange inovação oceânica, pesca, aquicultura, logística e sustentabilidade —, a iniciativa aproxima empresários, órgãos governamentais e instituições de referência internacional, como a Dalhousie University, o Bedford Institute of Oceanography e o hub tecnológico COVE.

O movimento ganha força impulsionado pelos números expressivos do comércio bilateral: entre janeiro e maio de 2026, o Ceará respondeu por US$ 217,4 mil (11,9%) de todo o pescado brasileiro exportado para o Canadá.

Esse resultado consolida um crescimento vertiginoso do estado no setor, cujas vendas de pescados ao mercado canadense saltaram 291% de 2023 a 2025, saltando de US$ 525 mil para US$ 2,05 milhões.

Liderança nacional na produção de aquicultura marinha e responsável por cerca de 25% de todas as exportações pesqueiras do Brasil, o Ceará se destaca pela capacidade produtiva de espécies tropicais premium, como o pargo congelado, atum e lagosta.

Em contrapartida, Nova Scotia se consolida como referência global em tecnologia oceânica e forte fornecedora de frutos do mar de águas frias, a exemplo das vieiras congeladas, que representam a maior parte das importações brasileiras do segmento.

Segundo Igor Gonçalves, idealizador do projeto e coordenador do Chapter Ceará da CCBC, a Economia Azul é a ferramenta ideal para gerar resultados comerciais imediatos devido à forte complementaridade entre os dois ecossistemas.

O diretor-presidente da CCBC, Hilton Nascimento, reforça que a parceria vai além da exportação tradicional, visando o desenvolvimento de projetos conjuntos de agregação de valor, atração de investimentos e até a instalação de unidades de processamento de pescado em solo canadense para expansão no mercado global.

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