O senador do MDB de Alagoas fez hoje a primeira reunião com um grupo de trabalho criado para investigar o Banco Master
Por Misto Brasil – DF
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que o grupo de trabalho (GT) criado para acompanhar as investigações doBanco Master não tem o objetivo de substituir os trabalhos de uma eventual comissão de inquérito para apurar o caso.
Segundo ele, mesmo se uma CPI for instalada, o grupo da CAE terá um trabalho “complementar”.
“Não vamos competir com CPI. Qualquer CPI que se instalar, nosso trabalho será complementar. … Eu mesmo assinei as solicitações de CPIs e assino quantas aparecerem”, disse o senador a jornalistas, após a instalação do grupo nesta quarta-feira (04).
Renan afirmou que, em um primeiro momento, o foco será requisitar informações a órgãos públicos, incluindo informações sigilosas. Ele afirma que o grupo tem a possibilidade de quebrar sigilos com aval do plenário do Senado, além de convidar os envolvidos para prestar depoimentos.
Perguntado se um dos convidados seria o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, integrante do mesmo partido de Renan, o MDB, o senador respondeu:
“Ainda não sabemos quem será convidado, quem será convocado, até porque esta não é uma decisão do coordenador da comissão”.
O senador voltou a questionar o motivo das entradas do dono do Master, Daniel Vorcaro, no Palácio do Planalto, mas disse que os integrantes do governo poderão esclarecer voluntariamente.
Os credores do Fictor
A Fictor terá de ressarcir ao menos 13.041 credores, a maior parte pessoas físicas com recursos aplicados na empresa, se conseguir se reestruturar financeiramente na recuperação judicial. O número chama a atenção.
Apesar de a Fictor, até pouco tempo atrás, ser uma financeira pouco conhecida, o total de credores já se aproxima do patamar da recuperação judicial da Americanas, uma das maiores do país, processo no qual 16.300 clientes e fornecedores tinham dívidas a receber.
Mas ainda longe do processo da Oi, que contou com 66.705 credores.
Em 17 novembro do ano passado, na véspera da liquidação do Master, a financeira fez uma proposta de compra do banco. Desde então, sofreu uma crise de reputação e seus clientes sacaram R$ 2,1 bilhões em investimentos na empresa até 31 de janeiro. Esse valor representa 71,38% do total que estava aportado
Entre os credores da Fictor estão o time do Palmeiras, que era patrocinado pela empresa até segunda-feira, quando o clube rescindiu o contrato. A lista consta em 122 páginas no pedido de recuperação judicial enviado à Justiça, com dívida de R$ 4,2 bilhões. Mas já motiva contestação.


