Estratégica no âmbito nacional, a disputa mineira tem grande peso na sucessão presidencial nas eleições de 2026
Por André César – SP
Aparentemente, o governo Lula da Silva (PT) começou a resolver uma questão importante para as pretensões eleitorais do titular do Planalto e seus aliados. Foi encaminhado um entendimento para que o senador Rodrigo Pacheco (União Brasil/MG) seja o candidato governista ao governo de Minas Gerais.
Estratégica no âmbito nacional, a disputa mineira tem grande peso na sucessão presidencial. Segundo estado mais populoso do país e terceira economia (entre 9% e 9,5% do PIB brasileiro), funciona como uma espécie de pilar de integração nacional, unindo o Sudeste, o Centro-Oeste e o Nordeste – como se vê, a localização geográfica tem enorme relevância nesse quadro.
Leia – PT não confirma candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo
No caso de Pacheco, seu nome é bem visto até mesmo entre petistas mais extremados. Trata-se de uma solução em tese equilibrada, dado que, para o Senado Federal, poderão compor a chapa a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT).
Esse último, no entanto, ainda resiste a entrar no jogo nessas condições. Muita conversa ainda será necessária.
Ex-presidente do Senado, Pacheco surgia como o nome líquido e certo para disputar o governo mineiro pelo PSD, mas o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, simplesmente rifou o até então aliado e decidiu apoiar o atual vice-governador, Mateus Simões (PSD).
Sem espaço na legenda, Pacheco precisou buscar outra “casa”, e o União Brasil foi a solução.
Aqui surge uma outra questão. Apesar do nome, é do conhecimento geral que o União Brasil está longe de ser uma agremiação unida. Pelo contrário, ela é composta por grupos com interesses distintos, muitas vezes totalmente opostos.
É difícil imaginar ACM Neto (União Brasil-BA) ou Sérgio Moro (União Brasil-PR) defendendo um correligionário que se alie ao atual governo federal. Trata-se de um problema incontornável.
De todo modo, a “solução Pacheco” encaminha-se para ser a grande saída para o presidente Lula, que em hipótese alguma pode ficar sem palanque em Minas Gerais. As próximas semanas serão essenciais para a consolidação do processo.
Agora, fica a pergunta no ar – em se confirmando a aliança Planalto/Pacheco, terá o senador reais condições políticas para ter um bom desempenho no pleito. Respostas em breve.
PARTICIPAÇÃO DO LEITOR
Participe desta discussão
Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.


















