O contrato mais líquido do ouro fechou em alta acima de 2% nesta terça-feira (10), colocando o metal de volta no nível acima dos US$ 5.200 a onça-troy
Por Misto Brasil – DF
O dólar engatou o segundo dia de perdas consecutivas com a melhora no apetite ao risco externo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar o fim do conflito no Irã nos próximos dias.
Nesta terça-feira (10), o dólar à vista encerrou a sessão a R$ 5,1575, com queda de 0,13%.
O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com baixa de 0,26%, aos 98,915 pontos.
O contrato mais líquido do ouro fechou em alta acima de 2% nesta terça-feira (10), colocando o metal de volta no nível acima dos US$ 5.200 (cerca de R$ 26.780, na cotação atual) a onça-troy.
Desde a disparada dos preços do petróleo no começo da semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de comentários apontando um fim rápido para a guerra do Irã, o que levou a um tombo nos preços do barril.
A perspectiva de política menos apertada para lidar com a inflação por parte do Federal Reserve (Fed) impulsionou o metal.
Como resultado, o dólar, moeda na qual o ouro é cotado, recuou, também favorecendo a commodity.
Em outro contexto, o banco central da China adicionou ouro às suas reservas internacionais pelo 16º mês consecutivo em fevereiro, elevando suas reservas totais para 74,2 milhões de onças.
O petróleo fechou em tombo de 11%, depois de três sessões consecutivas em disparada.
Investidores ponderaram relatos de trânsito marítimo no Estreito de Ormuz e de que haverá uma maior oferta da commodity no mercado global pela Agência Internacional de Energia (AIE), apesar da limitação da produção de países do Golfo Pérsico diante do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em queda de 11,9% (US$ 11,32), a US$ 83,45 o barril.
O Brent para maio caiu 11,2% (US$ 11,16), a US$ 87,80 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
O GPA, grupo dono das redes Pão de Açúcar e Extra, anunciou nesta manhã de terça-feira (10) um plano de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas não operacionais, em tentativa de reorganizar seu passivo e aliviar a pressão de vencimentos concentrados já neste ano.
A medida, aprovada por unanimidade pelo conselho de administração, mira exclusivamente credores financeiros e não afeta o funcionamento do dia a dia da companhia. Ficam fora do plano obrigações correntes com fornecedores, parceiros e clientes, além de salários, aluguéis e passivos trabalhistas.
A iniciativa mais extrema ocorre no momento em que o GPA tenta ganhar tempo para adequar o perfil da dívida à sua capacidade de geração de caixa. Quase metade desse passivo vence em 2026.




















