PL e PT se unem em críticas contra Ibaneis Rocha

Deputada Bia Kicis DF Misto Brasília
Deputada federal Bia Kicis preside o diretório distrital do PL/Arquivo//Agência Câmara
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O ponto central é a tentativa de compra do BRB do Banco Master. O PT quer transparência da PGDF e o PL reforçou a necessidade de uma CPI

Por Misto Brasília – DF

A bancada do PT protocolou um pedido formal de informações à Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) solicitando transparência sobre pagamentos de precatórios do governo distrital ao escritório Ibaneis Advocacia e Associados, de propriedade do governador Ibaneis Rocha.

As investigações apontam que a Reag Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

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O contrato foi fechado em maio de 2024, quando o BRB (Banco de Brasília) estava adquirindo carteiras da instituição de Daniel Vorcaro.

De um lado, o escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria e uma outra firma de advocacia. Do outro, o fundo “Reag Legal Claims”, que hoje se chama Pedra Azul FIDC.

No contrato, os escritórios “cederam” ao fundo da Reag honorários advocatícios ainda não recebidos de uma ação do Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Legislativo Federal).

A empresa, lembra a assessoria do partido, está ligada à rede sob suspeita, firmou em 2024 um contrato de cessão de direitos creditórios com o escritório do governador envolvendo R$ 38 milhões em precatórios.

Essa cessão funciona como uma antecipação de pagamento. Os escritórios venderam a dívida para o fundo por um valor menor que os R$ 38,1 milhões, mas, segundo o documento, receberam o dinheiro “no ato”.

Nessa modalidade de negócios, o comprador adquire o direito de receber os honorários, que em geral cabe a quem ajuizou a ação e corresponde a fatias maiores do que as do mercado, já que precatórios são títulos de difícil recebimento.

A iniciativa ocorre após os desdobramentos da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes bilionárias envolvendo a compra de carteiras de crédito entre o BRB e o Banco Master.

“Precisamos apurar se o BRB foi vítima de uma ação predatória e se recursos de precatórios do DF foram usados para financiar esquemas contra o próprio banco público”, comentou o vice-presidente da CLDF, deputado Ricardo Vale.

O pedido também reforça a necessidade de instalação de uma CPI do BRB na Câmara Legislativa e de auditoria sobre ativos públicos, como patrimônios da CEB, Novacap e Caesb, oferecidos como garantia em operações para capitalizar o banco.

Hoje também o Partido Liberal (PL) do Distrito Federal pediu investigação mais aprofundada sobre a participação do governador nas negociações entre o Banco de Brasília (BRB e o Banco Mascer.

A deputada federal e presidente do PL no DF, Bia Kicis, hoje em outro campo político do governador, pediu a instalação de uma CPI na Câmara Legislativa.

Para os jornalistas a deputada classificou como “ação mafiosa” os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília e defendeu o pedido de CPI do partido para investigar possíveis desvios.

O Partido Liberal decidiu protocolar o pedido após críticas feitas no plenário pelo deputado distrital Thiago Manzoni sobre a falta de explicações do governo.

“Estamos diante de um escândalo que passou até mesmo dos contornos da corrupção e desvio, tomando ares de uma ação mafiosa”.

Kicis disse ainda que os parlamentares aguardaram novos fatos antes de formalizar a iniciativa e acusou o governo de não apresentar justificativas suficientes à Câmara após o envio do projeto relacionado às operações do banco.

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