Bolsonaro foi levado a um hospital após passar mal

Alexandre Ramagem e Jair Bolsonaro Misto Brasil
Jair Bolsonaro e o ex-deputado Alexandre Ramagem, que está foragido/Arquivo/Divulgação
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O ex-presidente enfrenta problemas de saúde desde 2018, relacionados ao atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial daquele ano

Por Misto Brasil – DF

O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (13) que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi encaminhado a um hospital após apresentar mal-estar.

Veja a nota do advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno logo abaixo. Atualizado às 30h37

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar disse ter recebido a informação de que o pai acordou com calafrios e episódios de vômito. “Peço orações para que não seja nada grave”, escreveu.

Bolsonaro enfrenta problemas de saúde desde 2018, relacionados ao atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial daquele ano. O ex-presidente já passou por internações e procedimentos médicos para tratar complicações decorrentes do ferimento abdominal.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal que apurou a trama golpista e cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O espaço, conhecido como Papudinha, é destinado a presos especiais, como policiais, advogados e juízes.

Nota do advogado do ex-presidente

O Presidente Bolsonaro foi conduzido ao Hospital DF Star em Brasília nessa manhã, após ter tido febre, crises de vômito e redução significativa de oxigenação no sangue. O diagnóstico ainda não foi concluído pela equipe liderada pelo Dr. Leandro Echenique.

A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do Presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente.

A situação de hoje, que traz um sintoma grave, foi reiteradamente vaticinada inclusive em laudos recentes que instruíram o último pedido de prisão domiciliar, o qual foi sumariamente negado pelo Ministro relator.

Em cada oportunidade que me manifesto sobre esse estado de coisas na execução da pena — que hoje é o arremate e a face crudelíssima de uma lawfare sem notícia histórica em nossa justiça —, faço referência ao precedente recentíssimo, relatado pelo mesmo Ministro Alexandre de Moraes, em relação ao Presidente Fernando Collor de Mello.

Condenado por corrupção foi-lhe garantindo, sem maiores esforços de convencimento, a custódia domiciliar a partir um diagnóstico médico de apneia do sono e princípio de doença de Parkinson, quadro, desnecessário dizer, minúsculo em relação ao do Presidente Bolsonaro.

É premente que esse estado de coisas seja equilibrado, respeitando-se a recomendação da equipe médica quanto à custódia domiciliar, sob pena de a máxima orwelliana de que “todos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros”, torne-se o epigrama dessa lawfare.

 

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