O governo colombiano informou que até a última quarta-feira apenas quatro dos 33 países haviam confirmado presença
Por Misto Brasil – DF
Em meio à baixa adesão na Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), o presidente Lula da Silva desembarcou ontem em Bogotá com uma agenda centrada na defesa da integração regional.
Neste sábado, participa da 10ª Cúpula do bloco com o desafio de reposicionar o Brasil como articulador em um cenário de reconfiguração política na América Latina, hoje marcado pela predominância de governos de direita.
Segundo informações do governo colombiano, conforme O Globo, até a última quarta-feira apenas quatro dos 33 países haviam confirmado presença em nível de chefes de Estado ou de governo:
Lula, o anfitrião Gustavo Petro; o uruguaio Yamandú Orsi; e o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves. Também são esperados cerca de 20 chanceleres.
A X Cúpula ocorre em contexto de crescente fragmentação e de recrudescimento do unilateralismo. A Celac tem 18 países-membros.
Durante briefing a jornalistas, a secretária de América Latina e Caribe, embaixadora Gisela Maria Figueiredo Padovan, destacou a participação do presidente na Cúpula.
“A presença do presidente Lula na Celac apenas confirma o compromisso do Brasil, inclusive constitucional, com a integração da América Latina e do Caribe. Basta recordar que o presidente Lula foi a absolutamente todas as reuniões da CELAC desde que assumiu a presidência.”
O I Fórum de Alto Nível Celac-África será precedido por três dias de debates entre dezenas de especialistas das duas regiões, conforme a assessoria do Palácio do Planalto.
Os 17 painéis promoverão discussões sobre os temas: cooperação para o desenvolvimento, agricultura, energia, clima, saúde, segurança, reparações históricas, empreendedorismo, memória, juventude, comércio, economia, investimento público e privado e infraestrutura.
O secretário de África e do Oriente Médio do Itamaraty, embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte, explicou que a Celac busca, com este primeiro Fórum de Alto Nível, retomar o diálogo com a África, que já existiu de forma mais estruturada no passado.
“Houve uma iniciativa chamada América do Sul–África, a ASA, que existiu de 2006 a 2013. Ela teve três cúpulas, duas na África e uma na América do Sul, mas, depois, não foi mais possível articular esse diálogo”.
A embaixadora Gisela Padovan afirmou que a expectativa para a reunião é, em primeiro lugar, a discussão dos principais desafios da região.
“Desenvolvimento econômico, combate à fome e à pobreza, mudança do clima, combate ao crime organizado, que é um grande tema da região, segurança alimentar e nutricional”.
“Todos esses temas serão discutidos pela Celac. Também nesse momento, a presidência da Cúpula passa da Colômbia para o Uruguai, ocasião em que serão apresentadas as prioridades da gestão uruguaia”.






















