O presidente Lula da Silva sobreviveu a diversas crises e situações, mas enfrenta agora as consequências da guerra no Oriente Médio
Por Genésiuo Araújo Júnior – DF
Começou o outono no Hemisfério Sul, tempo de transição. Lula da Silva sobreviveu à fome em Garanhuns, à viagem no pau de Arara até São Paulo.
Sobreviveu aos anos de chumbo, sobreviveu à irrelevância, sobreviveu ao não assinar a Constituição de 1988, sobreviveu ao Plano Real, sobreviveu ao mensalão, sobreviveu à Dilma Rousseff, sobreviveu ao petrolão.
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Sobreviveu a 480 dias preso, sobreviveu a Bolsonaro, sobreviveu. Lula da Silva talvez viva o seu mais difícil momento, mesmo com a caneta na mão.
O país não está mais no mapa da fome, não tem fila do osso, tem emprego, impostos caíram para os mais pobres. Mas as pessoas não ligam para isso, e o governo é mal avaliado. Existe um cansaço.
Lula da Silva vive o antipetismo 4.0, associado com escândalos nacionais, mas o maior problema, sim, é a crise da guerra no Irã, que poderia fazer a inflação subir, o dólar aumentar, com a maior crise de oferta de petróleo da história.
Em maio de 25, Lula chegou ao fundo do poço com a ajuda de Donald Trump. Em dezembro, ele saiu do fundo do poço com a ajuda de Donald Trump.
O maior problema de Lula da Silva hoje é a guerra que Donald Trump arrumou, que agora quer se livrar.
Trump, por conta de seus problemas, poderá ajudar Lula da Silva a sobreviver de novo.




















